domingo, 2 de dezembro de 2007

Fourteen days... e muitas mudanças

Em 14 dias minha mãezinha estará aqui!!! Isso mesmo, ela finalmente virá. Não me agüento de felicidade. Depois de mais de um ano vivendo em terra estrangeira, já tendo viajado pro Brasil duas vezes pra visitar, agora é a vez dela vir me visitar. E não poderia ser em melhor hora, porque ela vai poder conhecer a casa aqui no Kansas e a minha futura casa em NY!
Ah, pois é. Nem sei se já mencionei aqui, mas a minha host family vai mudar pro estado de NY, pra uma cidade chamada Montebello, bem fofinha, que fica a 50 minutos de Manhattan, e eu vou mudar junto, claro. A nova casa é bem legal, cheia de desníveis, muito massa. O legal é que as meninas não vão mais dividir quarto.
Voltando ao assunto: ela, minha mãe, vem antes do Natal, e a gente se muda entre Natal e Ano Novo. Então minha mãe vai conhecer minha atual e minha futura casa, e também minha atual e minha futura faculdade. Tô louca de ansiedade! Quero levar minha mãe pra conhecer cada cantinho pelo qual eu já passei aqui. E também estou super feliz porque vamos viajar juntas por duas semanas!!! Ai, nem acredito!
Agora tenho que continuar com as tarefas, hehehehe, senão...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Beka-mamãe!!!

Acabei de ver que a Beka tá grávida!!! Nossa, fiquei muito feliz. Acompanho o fotolog dela há um tempão. A primeira vez que li ela nem tava com o Brandon (ou eles tinham acabado de se conhecer, por aí) e agora eles já estão casados e esperando um baby!!!
Muita saúde e felicidades mil pra vocês três!!!

Dreams & Choices

Estava lendo o blog da Cynthia e comecei a pensar nos meus sonhos. Tudo que eu sempre quis, tudo que sempre sonhei.
É engraçado, porque muitas das coisas que a gente sonha pra vida da gente, são coisas muito bobas, sonhos impossíveis, como poder abrir os braços e voar, ou poder ficar invisível ou congelar o tempo. Coisas que só em filmes ou livros são possíveis.
Mas e os sonhos realizáveis? Bom, eu sempre quis participar do Halloween. Lembro que vi em filmes e sempre me imaginei participando de coisas assim. Também queria ver neve, sentir, tocar, brincar na neve. Também queria muito aprender o inglês. Queria muito viver em outro país, falando outra língua, vivendo outra cultura. Mas sempre achei tudo isso impossível, pois achava que nunca teria condições financeiras pra tudo isso.
Mas aqui estou! Graças ao esforço da minha família, que me apoiou e me ajudou muito, hoje eu posso dizer que realizei tudo isso. Até meu pai, que é ciumento pra caramba e sempre quis me proteger mais que o necessário, falou que me apoiaria no que eu decidisse. Ele nem faz idéia de como ele me fez feliz quando disse aquilo. Eu estava muito nervosa e nem sabia como contar pra ele que queria ir pra outro país, um país estranho onde eu sequer conhecia alguém. Viver com um bando de estranhos, porque era isso que a família era naquele momento, sem um único conhecido pra me ajudar se eu precisasse.
Minha mãe foi uma que sempre me apoiou muito, em tudo que eu sempre quis na vida. Sempre me incentivou e nunca duvidou do meu potencial. Eu sempre fui cheia de dúvidas, sempre muito receosa, muito desconfiada de mim mesma, sem saber se daria ou não conta do recado. Mas ela não, ela sempre soube que tudo daria certo. Ela sempre fez questão de afirmar que eu deveria sim fazer o que queria, e que eu daria conta sim. Se não fosse por ela, eu não estaria aqui.
Lembro que descobri o programa de au pair no final do ano de 2006. Fiquei super empolgada. Naquele ano fomos passar Natal e Ano Novo com uns amigos da mãe, em Salvador. Lembro de ter falado pra ela que nem iria mais fazer o program, que tinha desistido, que seria muito caro, e blábláblá. Ela ficou furiosa comigo (no bom sentido). Falou que eu iria sim, que se eu queria eu teria que dar um jeito e realizar esse sonho.
Obrigada mãe!
Agora estou aqui, batalhando a cada dia pra que esse sonho seja cada vez melhor e maior.
Meus estudos vão muito bem, obrigada. Estudo um monte, me dedico, e dou o meu melhor, na medida do possível. Muitas au pairs aproveitam o tempo pra sair e se divertir. Vão a festas, conhecem carinhas, coisas assim. Eu não saio muito, pois aproveito cada minuto livre pra estudar mais um pouco. Ainda mais agora, que eu estou fazendo 4 matérias diferentes. É bem puxadinho, e perco várias noites de sono, mas nada me deixa mais feliz que ver um A numa prova. Acho que passei muito tempo com vergonha de estudar, de tirar notas boas, de ser chamada de "peixinho da professora." Agora é tempo de me dedicar aos estudos. Perco de sair? Não sei... não sei se considero uma perda. Acho que é uma questão de escolha. Sei que algumas au pairs não estão aqui pra estudar, estão pra aproveitar as saídas, pra se divertir, pra conhecer gente. Eu estou aqui pelos meus estudos, e foi por isso que continuei. Conheço pessoas novas em cada aula que faço e ainda aprendo muito.
Ainda saio, só não tanto. Não sou nem nunca fui de balada, prefiro ir a um café, sentar e curtir um som ambiente, batendo um papo legal com alguém. Escolhas e sonhos. É disso que a vida é feita. Eu fiz a minha escolha e estou aqui vivendo meu sonho. E você? Quais são os seus sonhos? Quais são as suas escolhas?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Happy Halloween!!!

E chegou mais um Halloween!! Meu segundo Halloween aqui.
Decorei a minha primeira abóbora!!! Fiquei toda faceira, parecia criança pequena! hehehe
Mas nossas abóboras ficam bem melhores à luz da lua.
Logo volto com mais novidades.
Beijinhos.


Eu amo o outono!!!

Fala sério! Eu amo o outono!!!

Os dias são frios, mas ensolarados. As pessoas andam mais elegantes, com seus casacos de frio. Não se vê pessoas suando, nojentas, grudentas, andando pelas ruas. As pessoas parecem todas felizes. O frio ainda é suportável (essa madrugada vai fazer 0 graus, então ainda não está tão frio). As ruas estão todas coloridas: árvores amarelas, alaranjadas, e vermelhas! Folhas secas pelo chão, quintais verdinhos e esquilos (ainda) correndo para estocar nozes.
Essa é a minha estação do ano preferida!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Sem assunto...

Sem muito o que falar... só bateu uma vontade de escrever qualquer bobagem mesmo.
Desculpem se tenho abandonado o blog. Não é falta de vontade, é falta de tempo mesmo. Quando tenho tempo de entrar na internet, acabo usando esse tempo pra ler emails e entrar nos blogs alheios, e depois disso já estou muito cansada para escrever no meu blog.
Ah! Por falar em blog, hoje vi no site de notícias da Globo (entro todo dia pra ver as notícias em destaque) uma nota sobre blogs de famosos. Achei engraçado e fui conferir. Não cheguei a ler tudo, só corri o olho. Achei legal ver a Claudia Jimenez tirando foto com o Woody Allen (ela é fã dele), e ver que a Cléo Pires se dá ao trabalho de ler cada comentário do blog e responder um por um. E achei muito estranho ver a Carolina Dieckmann escrevendo tudo no diminutivo. Mas, cada qual com seu cada qual, não é mesmo? Ela, provavelmente, acharia milhares de defeitos no meu blog e na forma como escrevo.
Aliás, por falar nisso, eu quero me desculpar pelos erros de português, mas eu nunca reviso meus textos antes de publicar no blog. Se achar algum erro e quiser me mandar um scrap, ficarei feliz em corrigir, mas não vou corrigir antes de publicar, isso não! hehehe... Pura preguiça mesmo.
Essa semana os pais estão em NY a semana toda, então (novamente) estou sozinha com as crianças. Eu até gosto, porque eles me obedecem bem, e não tem pai ou mãe pra estragar (se eu digo que eles vão ficar sem sobremesa, eles morrem de medo, porque não podem pedir pro pai escondi... hehehe).
Bom, vou ficando por aqui, porque tenho que ver o almoço da baixinha.
Beijinhos!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Quem é vivo...

Depois dessa hibernada, preciso tirar as teias de aranha daqui.
Há algum tempo atrás, mais precisamente no dia 24 de setembro, ganhei uma ida ao salão. A amiga da minha host é cabeleireira lá e sabia de uma assistente que precisava de uma modelo pra cortar o cabelo naquele dia (é que lá, pra virar cabeleireira não basta ter diploma de escola de cabeleireiros, precisa trabalhar por um ano como assistente pra depois ganhar o cargo definitivo; e toda segunda as assistentes têm que praticar pra mostrar que fazem um bom trabalho, mas é o único dia que elas cortam cabelo, e só de cobaias, digo, modelos). Bom, resumindo, ganhei um novo corte de cabelo e uma super massagem capilar (salão chique é outra coisa, né?!). Amei!!!
Nessa mesma semana fiquei a semana toda sozinha com as kids. Os pais estavam em NY a semana toda. Foi bem cansativo, mas valeu. Fiquei feliz porque acho que dei conta super bem.
Na semana seguinte tive duas provas horripilantes, e também uma tranquila de Álgebra. Sério, quase me descabelei de estudar pras provas. No fim, tirei 97 em uma das horripilantes. Bom, né? A outra saberei o score amanhã. A de Álgebra eu sei que fui bem, então nem me preocupo.
Mas o mais legal foi que hoje fui comprar minha fantasia de Halloween. Minha primeira fantasia de verdade de Halloween!!! Sim, porque ano passado, com a correria de decepção e mudança de família, acabei nem pensando muito nisso. Esse ano quero aproveitar! Comprei uma fantasia bem dez e foi só 16 pilas. Mas depois eu conto o que é. Por enquanto é segredo. hehehe
Por enquanto é isso. Em breve (espero) volto com mais novidades.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

PARABÉNS!!!

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida!!!

Happy birthday to you
Happy birthday to you
Happy birthday dear mommy
Happy birthday to you!!!
TE AMO MUITO!!!
Não esqueci de você não, viu?!
Até mandei coisa pelo correio, mas com a greve...
Bom, espero que seu dia tenha sido ótimo!!!!!
Beijos mil dessa filha que morre de saudade
e que tá louca pra te dar um abraço apertado!!!
P.S.: O David comprou pizza pra gente porque era teu aniversário.

domingo, 9 de setembro de 2007

Boliche

Hoje fomos jogar boliche. Jogamos Livvy e eu contra Jake e David.
O time das meninas ganhou!!! IUPI!!! IUHU!!!
Fizemos 191 pontos (85 da Livvy mais 106 meus) e os meninos fizeram 187 (68 do Jake e 119 do Dave).

Inglês para falar dos filhos dos outros

Esse é o título do post de hoje do Crônicas do Iglu. Aliás, adoro esse blog! Não perco nunca!!!
Aqui vai o que a Flávia escreveu:
Quem já foi ao supermercado e torceu o nariz para aquela criança de aproximadamente dois anos, rolando pelo chão e berrando sem parar que tenha o primeiro filho. Se você é daqueles que acha que o seu filho fica chato quando está com fome ou com sono, mas o dos outros é cronicamente insuportável e sem educação, aqui vão algumas palavras básicas para poder falar do pestinha "in English":
"Bully" = metido a valentão, mas covarde e cruel, que tem prazer em agredir e humilhar os menores e mais fracos. É o filho daquela nova namorada do seu primo divorciado (que por sinal você queria apresentar àquela sua amiga recém-separada), que aterroriza as crianças pequenas nas festas da família. Bate, empurra, abaixa as calças delas em público, coloca pedras de gelo dentro da camisa do seu afilhado e inventa musiquinhas imbecis com os nomes dos seus sobrinhos. Se for o seu filho que faz isso, coitadinho, ele é hiperativo (em inglês, usa-se a sigla ADHD).
"Brat" = pestinha, criança mimada ou irritante. Não é por acaso que o filho do Homer Simpson atende por Bart, é um jogo de letras com "brat".
"Cheeky" = insolente, impertinente, atrevido, malcriado. Aquela pessoinha agradável, que sempre tem uma resposta para tudo na ponta da língua, contrariando o que você educadamente acabou de sugerir é "cheeky" (como eu era assim, sou tentada a dizer que só os mais "smart" conseguem ser "cheeky", mas estamos falando do filho dos outros, então é pura falta de educação mesmo).
"Crabby" ou "grumpy" = mal humorado, rabugento. O anãozinho Ranzinza da Branca de Neve atende por Grumpy, na versão original. Talvez seja regionalismo, mas pelo menos por aqui, "cranky" é mais usado para crianças e "grumpy" para adultos. "Crabby" para todas as idades."Cranky" = de mau humor ou, como dizem em algumas regiões do Brasil, "abusado". Alguém cronicamente rabugento pode ser "cranky pants" (adultos inclusive, quem não conhece um Mr. Cranky Pants ?). Um bebezinho chorando por tudo está "cranky" se for filho do vizinho, mas o seu só tem cólica. Uma expressão comum por aqui, que é um jogo de palavras com "crock pot" (panela elétrica que cozinha lentamente) é "crank pot". É difícil numa casa com "toddlers" (crianças de 18 meses a 3 anos) não haver um "crank pot" no final da tarde, mas na sua casa, o mal deles é sono.
"Spoiled" = mimado, estragado. Uma boa combinação é "spoiled brat" ou para meninas mimadas, fresquinhas e consumistas, "spoiled little princess". Se algum dia você achar que seus filhos são "spoiled", certamente é culpa das avós que fazem todas as vontades deles, porque você é uma mãe impecável.
"Sulky" = emburrado. A típica criança pequena que está "sulking" tem os braços cruzados, recusa-se a dizer uma palavra e ainda faz beicinho ("pout"). A típica esposa que está "sulking" é acometida por uma terrível enxaqueca quando o marido, após ter esquecido o aniversário de casamento, decide tentar uma comemoração íntima no quarto (isso duas semanas depois do esquecimento).
"Tantrum" ou "hissy fit" = aquela birra homérica, com direito a uma levantada de pescoço do freguês que estava lá no corredor das verduras, para espiar de onde vêm os gritos histéricos do menino de frente para a gôndola de chocolates. E a expressão utilizada é "to throw a tantrum", então para criticar a filha mimada da sua vizinha, diga, enquanto revira os olhos, com ar de quem tem PhD em Psicologia Infantil, "she is such a spoiled little princess, she's always throwing a tantrum".
"To whine" = gemer, choramingar, fazer manha. Aquele garotinho que fica abraçado com o brinquedo caríssimo na loja, falando com voz chorosa "por favor, compra para mim, compra agora" está "whinning". Você pode cochichar com seu namorado sem filhos "he's a whiner" ou "what a whiny boy" ("whiney" também é correto). Como a pronúncia é a mesma que a da palavra "wine" (vinho), se você quiser levar um chute na canela, pode perguntar ao menino "would you like some cheese with your whine?"
Resumindo: a adorável criatura, que além de ser um "spoiled brat", é uma "bully" famosa na creche, sai de casa já "cranky", passa no supermercado com o pai e começa a ficar "whiny" pedindo um brinquedo que sabe que não vai ganhar. O pobre pai tenta argumentar, mas quem nasce "cheeky" morre "cheeky". Não convencendo ninguém, ela "throws a tantrum". O pai arrasta o polvo (sim, criança pequena dando birra é mais difícil de ser carregada que um polvo epiléptico) até o carro. E aí ela passa o resto do dia "sulking".

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Preschool!

Essa semana tivemos o primeiro dia de escolinha da Grace. Ela agora é uma preschooler! Isso significa que duas vezes por semana, por duas horas e quinze minutos por dia, ela fica na escolinha brincando com outras crianças.
Isso vai ser muito bom pra ela. Ela precisa aprender a brincar com crianças da idade dela, e também a dividir os brinquedos e ver que nem sempre ela pode mandar na brincadeira. Ela também vai aprender a ouvir e a obedecer. Acho que ela sabe tudo isso, e nem tenho dificuldades com isso, mas também é bom que seja uma pessoa de fora falando tudo isso pra ela. Sei lá.
Bom, no primeiro dia a gente deixou ela só por meia hora lá, mas a gente ficou junto (os pais dela e eu). É engraçado... até chorei com o livrinho que a professora leu: Kissin Hand. É a história de um racoon indo pro primeiro dia na escolinha. Muito lindinha a história. Mas acho que chorei mesmo porque vi a minha menininha toda crescida, sentada na rodinha, com os coleguinhas e a professora.
No segundo dia deixamos ela lá por uma hora e depois voltamos pra buscá-la. Ela tava toda enturmada, quase que nem queria vir embora.
A Tina e eu ficamos comentando que queríamos que ela agarra-se nossas pernas e dissesse: "Não, eu não quero ficar aqui!! Me leva pra casa!!!"
Tá, no fundo não queríamos isso, pois sabemos que é melhor pra ela ficar lá sem sofrer, mas e o nosso sofrimento, onde fica? Puxa... doeu um bocado saber que agora ela não é só minha, que agora ela vai ter o mundinho dela...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Vocabulary, slang, and the whole shebang

Eu tinha que copiar...

Dentro os blogs que leio religiosamente, está esse, "Crônicas do Iglu". É de uma enfermeira brasileira vivendo em Vancouver. Adoro! Achei o post do dia 20 tão bom que resolvi colocá-lo aqui.



20 Agosto, 2007

Vocabulary, slang and the whole shebang
Quando me mudei para Vancouver pela primeira vez, em 1998, eu já falava inglês fluentemente. Vim para estudar a língua e, depois daquele teste para avaliar o nível de conhecimento, fui colocada na turma do último nível da escola. A professora ficava impressionada com minha gramática e os coreanos morriam de inveja do meu vocabulário. Minha "hostfamily" canadense vivia elogiando meu inglês e, hoje em dia, vejo o quanto eu sabia pouco. Nada perto do que passou uma amiga brasileira, que na primeira semana na casa da "hostfamily", ligou aos prantos para mim:- Flávia, preciso desabafar. Buáááááá.... Quero mudar de família.- O que foi ?- Hoje de manhã (chuif, chuif), na hora do café, ela foi grossa comigo !- Como assim ?- Ao invés de perguntar "how are you ?", ela perguntou "how do you do ?" Agora, imagina alguém virar para você do nada e perguntar "how do YOU do ?" Buáááá...Ao começar a trabalhar no hospital, eu nunca tinha freqüentado uma única aula sequer de algum curso de enfermagem aqui. O que eu sabia do jargão específico da área havia aprendido estudando para a prova. Na terceira tentativa de passar na prova oral de inglês exigida para obter a licença do Conselho de Enfermagem (por duas vezes, tirei 75%, quando o mínimo requerido é 80% e foi sem dúvida a mais estressante que já fiz, falando com um gravador em segundos cronometrados, numa sala repleta de estrangeiros falando com seus gravadores ao mesmo tempo), obtive a nota máxima: 100%. Mesmo assim, nos primeiros plantões, lembro do quanto eu estranhei certas expressões que hoje uso com freqüência.Levei uns dois meses para concluir que só em livros as pessoas "vomit" ou "throw up", na vida real, todo o mundo "puke" ou "barf". A comida que causou um piriri não fez mal, ela simplesmente "didn't agree with you". Falando em vômitos e problemas estomacais, "stomach" (ou "tummy", para os íntimos) é uma das palavras com maior variedade de significados em termos anatômicos. Um cara barrigudo tem "a big stomach", uma mulher grávida tem "a baby in her tummy", uma diarréia ou qualquer dor abdominal podem ser uma "stomachache", uma pessoa que faz uma plástica abdominal para tirar as pelancas faz um "tummy tuck" e, pasme, até o órgão estômago é chamado "stomach" ! Mas por incrível que pareça, azia é "heartburn".As siglas são muito mais comuns na prática que nas aulinhas de inglês. É um tal de ASAP (as soon as possible) para cá, FYI (for your information) para lá, TKVO (to keep the vein open) e DNR (do not ressuscitate), ops, estas últimas só para a turma do hospital ! E tem aquelas que as pessoas não falam, mas escrevem, como BTW, "by the way".Uma das expressões favoritas no ambiente hospitalar até então desconhecida por mim: "it's gross". No centro cirúrgico, ninguém tem nojo de apendicite supurada, aneurisma roto espirrando sangue, ou fratura exposta. Mas é só aparecer alguém com uma unha encravada para ser arrancada, que o pensamento é unânime: "it's gross" (e é mesmo) !Adoro principalmente as palavras e expressões que não dizem muita coisa, como "whatever", a resposta preferida de 9 entre 10 adolescentes. Uma mãe me disse que somente depois de 19 anos os filhos voltam a responder às perguntas com outras palavras. Até lá:- Fulano, quer comer frango ou carne ?- Whatever.- Quer peixe, então ?- Whatever.- Se você não decidir, vai ter que comer o que eu escolher.- Whatever.Na hora de querer alguma coisa, "to want" nem aparece no papo. É tudo "I feel like". Lembro de alguém me dizer "I don't feel like pizza" e, apesar de ter entendido, eu pensei "e quem é que já se sentiu como uma pizza ?"Eu já há tempos incorporei o equivalente gringo de "tipo assim", o "kind of" (no popular, "kinda"), principalmente no trabalho, quando não lembro o nome certo do que estou descrevendo. "Sabe do que estou falando ? Vem numa caixa, 'kinda' retangular, 'kinda' bege, 'kinda' grande, que vem com uns adesivos 'kinda' compridinhos..."E tem aquelas expressões que quase sempre podem ser adicionadas ao final de uma lista. Num exemplo hipotético: "Queria ter uma empregada para limpar a casa, lavar, passar, cozinhar, arrumar a bagunça, the whole shebang".A verdade é que, prestando atenção, todo dia a gente aprende um pouco e às vezes é muito mais fácil ler um livro de 300 páginas do que entender todas as palavras num artigo de jornal, com aquela mistura de gírias, expressões idiomáticas, siglas, "the whole shebang"...
Postado por Flávia às
8:38 PM
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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Jogo de beisebol

Isso mesmo, meu primeiro jogo de beisebol!
Tava um calor insuportável!!! Não sei como os jogadores agüentaram.
Olha o estado das criaturinhas...
Nos intervalos do jogo eles faziam jogos com alguém da torcida e uns caras fantasiados. Muito divertido.
Tiramos fotos com os mascotes, claro!

domingo, 12 de agosto de 2007

Viagem ao Brasil!

Minha viagem ao Brasil foi ótima! Não foi tão curta desta vez e tive tempo de visitar meus amigos. Não todos, claro, mas já foi melhor que da vez passada. Foram duas semanas de férias!!!
Não tenho muito o que comentar... só que foi muito bom!!!
Como é bom rever a família da gente! Como é bom ser recebida com bolo feito pelo irmão da gente, com coxinha feita na hora, tudo pra te agradar. Até guaraná!
Muito bom!!!!
E, pela primeira vez na vida, tenho uma foto com toda a família da casa do pai:
:)
O livro do Harry Potter, que enrolei ao máximo pra fazer durar mais, só durou uma semana...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

VISTO??

Na segunda-feira foi minha entrevista do visto. Minha e da minha mãe, na verdade. Decidimos que ela faria a entrevista dela pra visto de turista junto comigo, pra facilitar. Chegamos cedo, tirei foto lá na frente do consulado mesmo, pagamos a taxa no Citibank de lá, e esperamos pela nossa vez.
Já na entrega de senha a moça comentou sobre o meu livro (sim, levo meu pequeno livro, meu Harry Potter, pra todo lado). Ela falou que não sabia se esperava pela versão em português ou se comprava em inglês mesmo. Até me deu uma certa tranqüilidade saber que ela estava calma, não estava estressada, porque indica maior possibilidade de tranqüilidade na parte da entrevista também. hehehe. Mas daí a moça deu uma senha só pra nós duas, mãe e eu. Vixi! Fiquei com medo que isso fosse me prejudicar na entrevista. Sei lá.
Na pré-entrevista entregamos os papéis. Depois fomos chamadas numa outra janela pra tirar as impressões digitais. Nessa hora a moça mandou a gente ficar do lado, esperando, e deu nossos papéis pra outra moça. Vixi! Achei que ela tinha achado algo errado. E eu, tansa, tinha deixado tudo meio incompleto nos formulários, coloquei os nomes das escolas mas sem endereços completos, tudo pela metade, por preguiça mesmo. Mas depois ela devolveu os documentos e mandou esperar pela chamada pra entrevista.
A entrevista: a moça que nos chamou parecia calma, serena. Primeiro cumprimentou, depois comentou que eu tinha acabado de voltar. Falei que sim, que estava como au pair, estudei um pouco, e resolvi voltar para estudar mais. Daí ela perguntou, em inglês, se eu falava inglês. Confirmei. A partir daí foi tudo em inglês. Perguntou se eu iria ficar com a mesma família. Confirmei. Perguntou se meu host iria pagar meus estudos. Falei que minha mãe pagaria. Pediu o imposto de renda da minha mãe, mas mal olhou e já devolveu. Pediu pra minha mãe colocar o dedo no leitor de digitais. "Minha mãe???" "É." Depois pediu que eu colocasse meu dedo. Em seguida, me entregou um papel e me mandou ao caixa pagar a taxa. Olhei o papel e só tinha marcado uma taxa. "Mas e minha mãe?" "O dela não tem taxa." "Ah! Tá..." Sim, eu estava meio abobada. Minha mãe nem precisou falar nada, ficou até tirando sarro que a mulher nem falou com ela. huahuahua. Voltei com a taxa paga, peguei o papel pro Sedex e ela me desejou boa viagem. Fácil assim.
E agora a notícia: meu visto é de ESTUDANTE!!!! Isso mesmo, troquei pro de estudante. Nem falei nada antes porque estava com medo de não conseguir, afinal, tem que comprar fundos, tem uma montuera de papéis pra preencher, nada fácil. Mas.... consegui!!!! E estou muito feliz!
Ah! Recebi cartinha do College me parabenizando pelas minhas notas no Spring, dizendo que estou na lista de honra dos alunos de tempo parcial (quem fez de 6 à 11 créditos) e que só 9% dos alunos com melhores notas estão nessa lista. Sei que são muitos, mas fiquei feliz, me deu uma sensação de dever cumprido, de que realmente me empenhei e obtive o resultado esperado. E no Summer também tirei A. Já são 3, e espero que minhas notas não caiam muito agora que vou fazer 4 matérias de uma vez só. Como não vou ter muito tempo, sei que minhas notas vão piorar, mas já fiquei feliz com os resultados de agora. :)

Chá de aeroporto...

Saí de Kansas City às 4h55pm de sábado rumo à Newark (em New York). De lá tinha uma hora de espera até o vôo das 10h05pm para São Paulo.
Em Newark, desci no portão 102 e meu próximo vôo era no 128. Segui à esquerda, rumo aos números maiores, mas não sabia que aquela ala ia somente até o 115. Pra ir pro 128 tive que voltar tudo, ir até a intersecção do aeroporto, pegar a outra ala e ir até o final. Fala sério.
Aproveitei o pouco tempo livre e liguei pra minha host, só pra passar o tempo. Falei com as crianças e esperei mais um pouquinho pra embarcar. Após o embarque, reparei que o avião estava demorando, mas nem liguei muito. Até que o piloto pediu desculpas e avisou que teríamos que atrasar mais porque o avião precisaria de mais combustível, já que o trajeto teria que ser alterado. Tá, tudo bem, nem liguei, estava muito compenetrada lendo meu livro.
Depois de mais um pouco o piloto pediu desculpas novamente e avisou que teríamos que desembarcar para embarcar novamente assim que possível. Tá, tudo bem, fazer o quê, né? Desci. Uns minutos se passaram e um funcionário da companhia aérea apareceu com sacolas de travesseirinhos e mantas pra gente. Bom, se estavam distribuindo tudo isso, a espera seria longa. Aceitei.
À meia-noite um dos funcionários avisa que vão distribuir tickets pra gente jantar no aeroporto porque o nosso vôo está previsto para 2:00am. Detalhe, o aeroporto estava completamente parado, tudo fechado, e o único lugar aberto era o McDonalds. Até aí tudo bem, mas... cadê o Mc?? Claro, tinha que estar do outro lado do aeroporto!!! Bom, acabei andando o aeroporto inteiro nessa.
À uma da manhã, voltando do Mc, depois de enfrentar fila e perder o meu ticket de embarque (depois achei, estava no chão me esperando), olho na tela de embarque que o nosso vôo foi reagendado para 10:15am. Isso mesmo, dez e quinze da manhã! Fala sério.
Voltei, peguei mais uns travesseirinhos e mais das mantinhas que parecem lençol de tão fininhas, e fiz minha caminha ali mesmo, no chão do aeroporto. Tentei cochilar, mas com luzes acesas, risadas dos meninos cantando a menina desacompanhada, e avisos no auto-falante do aeroporto mandando cuidar das malas, digamos que foi meio difícil. Depois passou uma moça distribuindo tickets pro café-da-manhã. huahuahua
Bom, o vôo ainda atrasou mais um pouco, não saiu no horário. Resultado: cheguei em São Paulo às 9h30 da noite (esse foi o horário que a aeronave pousou), peguei as malas às dez, e peguei o ônibus executivo pra ir pro hotel. Cheguei no hotel meia-noite e meia, e ainda fiquei de papo com a minha mãe até mais de três e meia da manhã. Isso que no dia seguinte tínhamos que acordar às 7, mas a saudade era tanta que não deu pra agüentar.

Preparativos para a viagem

Na quinta-feira, depois da minha última aula do semestre, os meus dois maiores dormiram comigo, no meu quarto. Fofinhos! Trouxeram os travesseiros e cheirinhos deles e eu tive que deitar no meio, porque os dois queriam ficar do meu lado. Bem legal!
Ganhei uma bolsa nova da Payless. Minha host trabalha no escritório da Payless e volta e meia chega em casa com bolsas ou sapatos pra mim. hehehe
Na sexta à noite assistimos tv depois do jantar, todos juntos.
No sábado fiz as malas, arrumei meu quarto, limpei tudo, e saí pra comprar uns presentinhos de última hora pra levar. Quando voltei minha host me mostrou a bolsa que ela tinha me dado, estava cheia de pacotes de doces pra eu levar pros meus irmãos. Ela mostrou os pacotes, assim por cima, mas eu estava tão cansada que acho que não pareci muito empolgada. Adorei o carinho, só estava cansada mesmo.
Pelas duas da tarde o Jakob foi pra casa de um amiguinho. Depois, pelas três, fomos todos pro aeroporto. Foi estranho, uma sensação estranha, sei lá.
Fiz check-in, e sentamos pra esperar um pouco. Quando chegou a hora de entrar na sala de embarque a gente se despediu e me deu vontade de chorar. Meus olhos encheram d'água. A Livvy até pediu pra eu não ir, falou que queria que eu fosse num dia e voltasse no outro. Querida. Daí minha host me entregou a mala de doces e falou que tinha colocado revistas no fundo pra mim. Material de leitura pra viagem, eles falaram. Legal! Agradeci, abracei mais uma vez a minha menina, e entrei.
Chegando na sala de espera abri a caixa de bolachas que a minha host fez. Sim, ela assou biscoitinhos e a Livvy, ela e eu decoramos na noite anterior. Comi uma. Comecei a pensar no "material de leitura". Minha host não é muito de comprar revistas. Fiquei curiosa. Lembrei de ter visto as crianças desenhando com canetinhas na sala de estar na noite anterior. Eles nunca brincam com canetinha na sala de estar, sempre na mesa de refeições...
É isso!!! As crianças fizeram desenhos e cartões pra mim!!!
Corri colocar a mão dentro da bolsa. Ergo um pacote, ergo o outro, e o que vejo???
HARRY POTTER!!!!
Minha host comprou o sétimo livro pra mim! Meu queixo caiu. Abro o livro e vejo o que ela escreveu: "Não aguentamos de curiosidade pra saber o final! Boa viagem. Te amamos!" E assinados pelos cinco. E ainda outra surpresa: um marcador de livros personalizado! Minha host fez pelo site do M&M com as crianças. Três M&Ms pequenos nas cores favoritas das crianças, com fundo azul, porque é a minha cor. Coisa mais fofa. E atrás tem um poema sobre amigos especiais, e como eles estão sempre com a gente. Assinado pelas três crianças. Amei!!! Nessa hora comecei a chorar e liguei no celular da host pra agradecer. "Nossa! Você foi rápida," ela disse.
Bom, depois disso, entrei no avião com um sorriso de orelha a orelha!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Contagem...

Meu número na fila de espera da biblioteca
pro sétimo livro do Harry Potter:
23/07 - 20h45 - 441!
24/07 - 20h55 - 417!
26/07 - 5h40 - 397!
27/07 - 6h50 - 367!

domingo, 22 de julho de 2007

Comentários...

Andressa:
Você não me deixou o endereço do teu blog, ou um link, nada. Manda o endereço do blog pra eu colocar aqui! Beijinhos.
Lara:
Foi bem do "The Cask of Amontillado" que tirei o título do post. Eu tinha acabado de ler o conto pra aula de Introdução à Literatura que faço aqui. hehehe E pode espiar sempre que quiser! ;)
Davi:
Engraçadinho... ou, como diria o pai, engraxadinho você, não?
Mas as aulas vão bem, sim. Essa é a última semana do Summer já, depois tenho folga até começar o próximo semestre, o Fall.
Luíza:
Fui eu que matei ele, mas nem foi intencional. Eu troquei toda a água do aquário, ao invés de só uma parte. Achei mais higiênico, afinal, ele fazia as necessidades fisiológicas dele naquela água. Eca! Ou foi isso, ou foi o fato de não ter esperado o produto pra descontaminar a água fazer efeito. Talvez eu devesse ter esperado uns minutinhos antes de largar o Willie Wilson de volta no aquário...
Todos:
Muito obrigada pelos comentários! Leio sempre! Só ando sem tempo pra responder com mais calma... ;)

Harry Potter

Nunca imaginei que um livro fosse dar tanto o que falar...
Pois é, lembro ter dito que não leria os livros do Harry Potter. Achava que seriam muito infantis, historinhas de bruxas e magos, contos pra criança. Minhas primas tinham os livros, mas nem me interessei. Sei lá, nada contra, só achei que não seriam tão interessantes.
Quando cheguei aqui, quis ler livros em inglês (confesso que nunca tinha feito isso antes, sempre lia tudo em português, achava muito difícil ler em inglês, achava que não valia o esforço se podia ler em português mesmo), mas queria livros fáceis de ler, só pra descontrair. Como eu tinha assistido ao filme "Quatro amigas e um Jeans Viajante" e sabia que era baseado num livro, fui atrás pra saber mais. O livro, "The Sisterhood of the Traveling Pants", by Ann Brashares, por ser escrito para adolescentes, é de leitura fácil, então me empolguei e comprei os 3 primeiros livros da série. São 4, mas ainda não li nem comprei o último. Enfim, depois deste livro, fiquei querendo ler mais. Mas o quê?
Sempre gostei de séries, de continuidade, então queria ler uma série de livros novamente. Como minha host tinha os 5 primeiros livros do Harry Potter no meu quarto, até pensei em ler, mas logo deixei a idéia de lado, pensava em ir até a biblioteca procurar algo diferente.
Um dia, vendo tv com as crianças, vejo que o primeiro filme do Harry Potter estava passando. Resolvi assistir com eles e gostei. Fiquei curiosa pra saber como era o livro, pra saber o que tinha mudado na adaptação pra telona. Gostei do primeiro, mas como sabia o final, não foi muito empolgante. Resolvi ler o segundo. Legal, mas nem era tudo isso que todo mundo falava. Como eu já tinha lido dois, resolvi ler o terceiro, só por ler mesmo, sei lá, vai que melhora, né? Pois não é que melhorou? Adorei o terceiro. Parti logo pro quarto, e pro quinto.
Quando estava quase terminando o quinto, resolvi entrar na internet e ver o preço dos livros, mas logo que vi o anúncio do baú com a coleção completa (do primeiro ao sétimo) fiquei tentada a comprar esse. Como só dá pra encomendar, porque só vai ser lançado em setembro, nem me preocupei muito em comprar já (afinal, não tenho 120 dólares sobrando no momento... hehehe). Fui então na biblioteca, procurar pelos livros. Cliquei na lista de espera do sexto (faltando apenas umas 100 páginas pra terminar de ler o quinto). Eu era a sexta pessoa na lista. O quê??? Detalhe: aqui você fica com um livro por 21 dias, e a biblioteca segura o livro na reserva por até uma semana pra você, ou seja, se um livro é devolvido, ele fica reservado pra uma pessoa por uma semana antes de passar pro próximo da lista. Fiquei meio chateada, me imaginei esperando um mês pra ler o livro, ou até mais.
Foi então que caiu a ficha. Se tinha fila de espera pro sexto, como será que seria com o sétimo? Cliquei logo na lista. Adivinha meu número na fila? 683! Ou seja, 682 pessoas leriam o livro antes de mim. Buáááá!!!!! Só vou ler o livro ano que vem!!! Buááá!!!!
Bom, o livro foi lançado à meia-noite de sexta pra sábado. Sábado entrei no site da biblioteca, só pra checar a situação. Adivinha? Eu era número 477!!! Corri olhar a lista e vi que vários livros tinham sido retirados e que a biblioteca comprou 146 exemplares.
Neste exato momento (2h24pm de domingo) meu número já é 472. Isso significa que tem gente ou devolvendo o livro, ou desistindo da reserva. Eba!!!!
Bom, isso tudo é só pra confessar que estou facinada pelos livros da série, e que adorei como o sexto livro acabou. Estou louca pra ler o sétimo!!!!
Ah! Assiti ao quinto filme no cinema. Gostei. Mas prefiro o livro. Tem uma cena, com as profecias caindo, que achei legal. Mas de resto não me empolgou muito não. Bom, pelo menos o Dumbledore não tava tão agressivo como no quarto filme. Até me assustei com ele no quarto filme, porque no livro ele sempre mantém a calma. Acho que justamente a calma, a tranuilidade dele, mesmo diante de desafios e tragédias, é que o torna um personagem tão interessante. Realmente não gostei de ver um Albus Dumbledore carrancudo gritando.

Onze meses de USA... E 100 posts!!!

Pois é, o tempo passa, o tempo voa, e acabei de completar onze meses em terra estrangeira. Puxa!!! Muita coisa mudou e muito ainda vai mudar na minha vida, mas o melhor de tudo é que tudo vai estar gravadinho na minha memória.
Cheguei cheia de sonhos, cheia de planos, e continuo sonhando e planejando, mas também realizando. Aindas estou batalhando por algumas metas que quero alcançar e, por isso, ficarei aqui mais um ano. Viajo pro Brasil no próximo final de semana pra ajeitar tudo por lá, ver visto e coisa e tal, e depois volto pra minha realidade aqui. Sim, minha realidade. Aqui não é mais sonho, é a minha vidinha. Trabalho durante a semana, estudo à noite e finais de semana, vou à biblioteca, vou ao cinema, vou à piscina, enfim, vivo meu dia-a-dia. Puxado? Às vezes... Calmo, tranqüilo? Às vezes... Alegre ou triste? Fácil ou difícil? Sim, um pouco de cada, assim como todo ser humano. Tem dias que sinto saudades de tudo que tenho no Brasil, e às vezes choro um pouquinho, mas passa, e logo um dia feliz aparece no meu caminho.
A vida é feita de desafios, de conquistas, de escolhas. Fiz minhas escolhas, e encaro meus desafios em busca de novas conquistas.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Vergonha na cara...

Fala sério!!! Tô indignada com o acidente da TAM.
Mas o título do meu post nem foi por causa disso, foi porque preciso tomar vergonha na cara e atualizar isso aqui. hehehe
Bom, hoje tenho muita tarefa, pra variar, mas esse final de semana eu atualizo (ao menos está nos meus planos). Tenho que comentar os comentários do blog e também sobre o 4th of July...

Aniversário do Jakob

Happy Birthday Jakob!!!
Dia 2 de julho foi o aniversário do nosso garoto aqui. Tava todo faceiro que era o dia dele. Como caiu numa segunda-feira, levei eles no Burger King pra um lanche. Amaram! Compramos os lanchinhos que vêm com brinquedos e depois brincamos no parquinho do próprio Burger King.
Ele ganhou uma cama nova da avó paterna. É uma cama alta, como de beliche, e com uma mesa embaixo. O legal é que tem até prateleiras pra colocar todos os troféus dele. Sim, ele tem uma porção. Uns são bem mixurucas, como os da época em que ele jogava futebol e todos os meninos ganhavam um depois do jogo; mas outros são importantes, como os de agora, que ele faz Tae Kwon Do e ganhou mehor desempenho nos dois últimos testes pra mudança de faixa.
Engraçado falar que um menino que acaba de completar oito anos tem tanto pra contar, mas ele já jogou futebol (é, do brasileiro, não futebol americano), basquete, já fez natação, e agora faz Tae Kwon Do. Ah! Ele também é escoteiro. Fala sério! É coisa que não acaba mais. hehehe Mas ele adora. Pediu pra voltar pro futebol no próximo semestre mas sem parar o Tae Kwon Do, quer fazer os dois. Acho que daí ele sai do grupo escoteiro... veremos.
Bom, voltando ao aniversário, os pais deram um pijama novo (porque a festa de aniversário, que foi no sábado seguinte, dia 7, era sleepover, então os amiguinhos dormiram aqui), jogo de luzes pra cama nova (que são várias cabeças do Spiderman) e um saco de dormir inflável do Spiderman. Os padrinhos deram uma cadeira de vídeo-game que você conecta na tv e o som sai pelas caixinhas na lateral da cadeira, na altura do ombro. Muito dez! E eu dei um jogo de vídeo-game com 7 jogos do Sonic.
No dia a gente fez uma festinha só pros da casa, que teve bolo de cookie. É um cookie gigante, bem gostose de gotas de chocolate. Mas no sábado, dia 7, teve a festa aqui pros amiguinhos, com direito a pizza que eles mesmos montaram e jogos organizados por esta que vos fala (huahuahua), como corrida com perna amarrada, tiro ao alvo com pistola de água, corrida com balão de água na colher, entre outras. E depois ainda teve filme com todos os sacos de dormir e vários edredons espalhados pela sala, parecia um mar de criança esparramado lá. Comeram muita pipoca e dormiram por lá mesmo. Foi a maior farra. O bolo da festa foi em formato de pilha de presentes. Muito legal! Foi a Tina que fez. Ela já até fez curso de decoração de bolo, e tem todas as ferramentas pra isso, além de, claro, habilidade. Pena que eu não tirei foto, depois peço pra Tina.
E foi isso, o aniversário do pequeno man aqui de casa foi a sensação da semana.

sábado, 23 de junho de 2007

In pace requiescat

E Willie Wilson deixa este mundo...
May he rest in peace.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

10 meses

10 meses... o que dizer? Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, mas estou aqui, firme e forte. Vou continuar por aqui pelo tempo que a vida me permitir. Quem sabe o dia de amanhã? A gente nunca sabe o que o destino nos reserva, não é mesmo? Só sei que aproveito o que tenho pelo tempo que ainda me resta. E isso me basta... por hora.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Recadinhos...

Muito obrigada pelos comentários. Adoro todos.
Camila: passe sempre por aqui mesmo. E mantenha contato! Se vier pra cá vai ver que tem uma turma muito boa de au pairs aqui em Kansas. ;) Ah! Deixe o endereço do teu blog/fotolog, ok?
Lara: arrisque-se!!! Atire-se de cabeça!!! Se é um sonho teu, lute para realizá-lo. Eu tive muitas dúvidas e muito medo. Medo do inesperado, medo de tudo dar errado. Mas, na real, qual era o pior que poderia me acontecer? Bom, fora as raríssimas possibilidades de ser sequestrada no estacionamento do Target e assassinada (é, isso aconteceu por aqui na semana passada...), o pior que poderia me acontecer seria me decepcionar com algo e ter que voltar. Sinceramente? Prefiro ter que voltar, mas ter a sensação de ter tentando, ao menos, que nunca nem tentar. Pese os prós e os contras, mas principalmente, escute seu coração. E, se precisar de alguém pra trocar idéias, é só me dar um toque. ;) Boa sorte.
Ana Paula: PARABÉNS!!!! Teu embarque é agora, no domingo, né? Muito boa sorte!!! Aproveite muito cada segundo!!!! E continue escrevendo no blog. Eu nunca deixo comments, ou quase nunca, mas sempre passo lá pra ler. E sempre fico torcendo pra tudo dar muito certo.
Bom, é isso. Boa noite, pessoal!!

Introduction to Literature

Minhas aulas começaram dia 5, mas só hoje encontrei tempo e disposição para sentar aqui e escrever. Não por nada, é só que tem tanta coisa acontecendo, sempre tenho algo pra fazer, algo pra ler, um lugar pra ir, que no fim fico sem tempo pra escrever. Sem contar que sempre antes de escrever eu corro pra ler os blogs da listinha aqui à esquerda.
As aulas são ótimas!!! Muita coisa pra ler, muito o que raciocinar, quebrar muito a cuca, mas está valendo por demais. Leio e releio cada um dos textos de uma aula pra outra, em busca de um novo significado. Faço anotações, pesquiso na internet, me viro pra dar conta, mas não me arrependo nem um pouquinho de estar fazendo esse curso agora, no verão. Ah! Desentendimentos à parte, um dia antes das aulas começarem eu percebi que estava com o livro errado. Como assim??? Pois é, comprei o Shorter Ninth Edition (versão resumida da nona edição). Resultado: no primeiro dia de aula a tarefa era ler um texto que não tinha na versão Shorter. Cheguei da aula e corri comprar o livro online. Ainda bem que chegou super rápido. Sem contar que o professor, no primeiro dia de aula, falou que Composition II era pré-requisito pra aula dele. Eu, tendo feito só Composition I, e sabendo estar com o livro errado, já me desesperei. Mas tudo não passou de um engano. Ufa!
Hoje me senti especialmente realizada, por ter colocado em tão boas palavras os meus pensamentos, por ter feito comentários significativos, e por ter respondido coisas que ninguém se atrevia a abrir a boca pra falar (nem o loirinho que tem sempre tudo na ponta-da-língua).
Por falar nisso, preciso falar um pouco de alguns alunos da minha turma. Somos uma turma pequena, mas muito diversa. Tem o loirinho acima citado, que tem um corpo de surfista atarracado, bochechas rosadas, e sempre uma resposta na ponta-da-língua pra tudo. Gosto dele, quer dizer, gosto dos comentários dele. Acho interessante o jeito como ele olha ao redor antes de dizer algo, só pra ter certeza de que ninguém vai falar nada, porque ele sabe que ele é o que mais fala na sala. Ele me lembra, um pouquinho, a Hermione Granger, dos livros do Harry Potter (isso até daria um capítulo à parte).
Outra figura é o rapaz oriental com cara de sono, cabeludo, que acha as aulas de estatística mais fáceis que as de literatura. Vai entender... Brincadeira. Entendo muito bem o que ele quer dizer. Números não têm metade das conotações possíveis e imagináveis que as palavras podem ter.
Tem também um rapaz que não foi capaz de responder a perguntas simples, como autor, poeta e livro favorito. Justificou-se dizendo que não gostava de ler e que estava encarando as aulas como "um novo desafio". Pelo menos foi sincero...
Tem a menina com cara de fresca, o garoto do intercâmbio (não, não sei de onde ele é, só sei que é estrangeiro), o casal de irmãos que não são gêmeos, a menina de mechas nos cabelos e comentários inteligentes, o menino que teve problema com a matrícula e foi convidado a se retirar no primeiro dia de aula (tadinho... ainda hoje ele comentou que ficou marcado exatamente por isso...), a menina de roupas de academia, o menino de bermudas e jeitão descontrído, a menina que parece achar tudo muito boring, e o simpático e calmo Scot com sua voz mansa.
E, como não podia faltar, o professor: cara séria, a princípio, mas que adora fazer graça. Tem um senso de humor levemente diferente do normal. Acha graça com pequenos detalhes nos contos que lemos. Um cara divertido, depois que você o conhece um pouco melhor. Muito inteligente, in fact, brilhante. Só estou com um pouco de medo das avaliações dele. Mas estou aprendendo muito.
Agora, com licença, vou ler meus textos. Boa noite!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Aluna nota A!!!

Eba!!!! Tirei A em tudo!!!!
Fui com A em Composition I!!!
E com A em World Cultures!!!
Sorriso de orelha a orelha... =]

Best Weekend Ever!!!

Melhor final de semana de todos!!!! Pelo menos até agora.
Meu final de semana já começou na sexta. Fomos jantar no Applebee's e depois fomos pra Festa da Toga na Tymber. Muito dez!!! Dançamos, bebemos, paqueramos, enfim, uma noite e tanto. Fora que ver os meninos de toga andando de um lado pro outro valeu muito!!! Conhecemos o Casey, que trabalha lá de bartender, e o DJ.
Fui dormir na Gi e só passei em casa no sábado pra buscar mais roupas antes de irmos pro Plaza pra fazer compras. Eu nem comprei nada, mas as meninas compraram. A Gi até comprou uma camiseta da Armani Exchange por 19 dólares. Super barato.
À noite, adivinha? Voltamos pra Tymber. Na entranda o carinha já foi falando pra gente entrar e lembrou que a gente esteve lá na sexta. Resultado: não pagamos entrada e eles nem pediram identidade. O Casey ainda deu um monte de bebidas pra gente (claro, afinal de contas, ele está paquerando a Gi, então as amigas acabam lucrando junto... hehehe). E um carinha que paquerou a Andréa também pagou bebidas pra nós três. Muito divertido.
No final da noite, quando anunciaram que o bar tava fechando, o Casey mandou a gente ficar. Ficamos lá, de papo com o Trey (gerente), o DJ (é, não lembro mesmo o nome dele), o Casey, e mais uns carinhas...
Domingão passei em casa pra fazer uma média e zarpamos pra um passeio no lago com o Casey. Foi bom, mas me senti segurando vela... hehehe... Mas nos divertimos, tiramos fotos lindas, e rimos muito. Acabei chegando em casa umas 10 da noite.
Enfim... final de semana agitado. E o próximo também promete!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Dia das mães

Domingo foi dia das mães. Acordei me sentindo estranha. E pelo meio da manhã eu já estava chorando. Fazer o quê? A saudade bateu no peito e deixou uma tristezinha plantada lá no fundo. Saudades da minha mãe. Ela lá e eu aqui. Muito longe... Além do mais, as flores que encomendei pra elas não chegaram.
De repente, meu menino vem no meu quarto e pergunta se eles podem comprar um sapo pra colocar no laguinho na frente de casa. ODEIO sapos!!! Tenho horror a esse bicho asqueroso e nojento. Argh! Mas, claro que falei que sim, afinal a casa é deles e não minha. Mas, quando a host me viu chorando, desistiu de ir na pet store com as crianças, deixou o pai levá-los, e foi comigo comer donuts e tomar café. Foi bem legal.
Quando voltamos as crianças desceram as escadas correndo e eu vi a porta do meu quarto aberta. Estranho... eles nunca entram no meu quarto assim. Subi e logo dei de cara com um aquário me esperando em cima da escrivaninha. Isso mesmo, ganhei um peixinho Betta!!!
O nome dele é Willie Wilson. E agora, toda noite antes de dormir, dou boa noite pro Willie Wilson. Detalhe que ontem peguei a gata aqui da casa com a cabeça enfiada no aquário, quase tocando a água. Tadinho do Willie Wilson, deve ter dado até taquicardia nele. hehehe
Na tarde de domingo as crianças ficaram brincando com o escorregador de água deles. Foi a maior farra!!!E de jantar a gente teve lagosta. Delícia!
E, de noite, a Olivia perdeu um dentinho. Olha a carinha de faceira dela, mostrando o buraco do dente. hehehe
Ah! As flores, que eram pra chegar de manhã cedo, chegaram no meio da tarde. E as crianças compraram um peixe pro laguinho porque sapo tava em falta na pet store (ufa!!!).
Bom, agora a tristezinha até já passou... Acho que esse foi o dia mais difícil até agora. Foi o dia que mais senti falta da minha mãe. Foi o dia que mais quis poder entrar num avião e ir pra casa, só pra poder abraçar minha mãe.
Mas agora passou. Eu fiz a escolha de estar aqui. E quem inventa, aguenta. =]

Final de semana agitado...

Sábado foi a última aula de Composition. Como a prova era escrever um texto, a professora liberou a gente pra fazer o texto no laboratório de informática. Amei! Eu prefiro mil vezes digitar, não só porque é rápido, mas porque eu posso copiar e colar frases, corrigir erros facilmente, e mudar de idéia quantas vezes quiser sem ter que me preocupar em "passar a limpo". Os tópicos eram até bons, mas não me inspiraram muito. Escolhi o que me apeteceu mais e me botei a escrever. Depois de 20 minutos digitando senti meu nariz umedecer. "Estranho... nem estou resfriada..." Claro que eu não estava resfriada, era sangue mesmo. Credo! Depois de décadas sem um nariz sangrando, vai me acontecer isso bem no meio da prova. Mas até que tudo deu certo, no final, e eu consegui terminar o texto no tempo programado.

Do College já fui direto encontrar a Gi, a Ju e a Re, e almoçamos num restaurante chinês. Depois do almoço fomos pra downtown Kansas. Estacionamos num parque de Kansas City.
E fomos caminhando até a Union Station, que era do lado do parque e que eu ainda não conhecia.
Depois fomos numa feira mexicana que tinha na frente do Crown Center(um shopping de Kansas City). Aproveitei pra comprar presentinho de dia das mães pra minha host lá.
De noite fui com a Gi, a Re, a Andréa e o Daniel jantar no Kona Grill, um restaurante japonês em Kansas City.
Tentamos ir num pub irlandês mas não deu certo porque algumas das pessoas do nosso grupo estavam sem a documentação exigida pelo bar. Aqui, alguns lugares, como esse pub, exigem que você esteja com o passaporte original ou com a driver license daqui. Mas, tudo bem, porque daí decidimos ir na Blonde.
Quando chegamos na Blonde o dono estava na porta e falou que tinha que esperar as pessoas da lista chegarem, e que a gente poderia voltar em meia hora que, talvez, desse pra gente entrar. Resolvemos fazer uma horinha na frente de um restaurante alí perto: The Cheesecake Factory.
Quando voltamos na Blonde o dono foi logo abrindo pra gente entrar.
Dancei e me diverti à beça (nossa! nem sei se ainda existe essa expressão... hehehe). Mas quando deu 2h10 acenderam as luzes pra mandar a gente embora, porque balada aqui acaba cedo. hihihihi
Foi realmente um sábado agitado!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

POW WOW

Sábado teve Pow Wow no College, que é um encontro de Nativos Norte-Americanos, com músicas, danças, e comidas típicas. Foi bem legal. Comi um taco que eles fazem com pão frito que tava uma delícia, e até tirei foto com um dos dançarinos que estava na competição.
Trabalhei como voluntária porque meu professor de World Cultures que organizou o evento e deu 10 pontos extras pra cada pessoa que trabalhou por, pelo menos, duas horas. Foi cansativo, mas me diverti bastante.
Minhas aulas estão quase no fim, só mais uma semana e o semestre acaba.
Bom, daí é só estar preparada pra cuidar das kids o dia inteiro por três meses seguidos durante as férias de verão. hehehe

terça-feira, 8 de maio de 2007

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Álvaro de Campos

domingo, 6 de maio de 2007

Stranger Than Fiction

Will Ferrell é Harold Crick, um solitário fiscal da receita cuja existência mundana é transformada quando ele ouve uma misteriosa voz narrando sua vida. Com a ajuda do professor Jules Hilbert (Dustin Hoffman), Harold descobre ser o personagem principal de um livro em desenvolvimento, e que a voz misteriosa pertence à Karen Eiffel (Emma Thompson), uma autora excêntrica famosa por assassinar os personagens principais de seus livros de maneiras criativas. Harold deve achar Eiffel rapidamente e impedí-la de por fim à vida dele.
Título em português: Contando Ninguém Acredita
Ano: 2006

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Take your kid to work

Hoje é o dia dos pais levarem os filhos pro trabalho com eles, ou "take your kid to work". A escola até ligou aqui em casa ontem à noite, era uma gravação feita pelo diretor da escola, lembrando os pais do dia de hoje. Minha host levou a menina mais velha com ela, mas ela só vai trabalhar de manhã, depois ela volta pra casa. O menino foi pra aula mas o pai vai pegar antes do almoço pra um tour pelo serviço dele seguido de almoço, e vai trazer o menino pra casa depois disso. Resolvi levar a mais nova no mercado, pra deixar ela usar o carrinho de compras que é do tamanho dela. Ela foi toda faceira empurrando o carrinho, uma fofura. O pessoal do mercado foi super atencioso, conversou com ela, foi bem legal. Aproveitei pra reparar nos funcionários do mercado. Um deles até colocou uma camisa dele no filho, que devia ter menos de dez anos, e estava ensinando o filho a colocar as frutas no cesto, como ele deve fazer todos os dias. Uma senhora ensinava o filho, de uns 12 ou 13 anos, a colocar os enlatados de forma correta na prateleira. Achei bem divertido. No final a minha pequena ganhou pirulito e balão do mercado. Ah! Quando a moça ofereceu pirulito, a Grace falou que queria um pro irmão e um pra irmã. Tão fofa!!! Ela nunca esquece de pegar pirulitos pra eles.
Foi isso. Só passei aqui pra registrar.

domingo, 22 de abril de 2007

OITO MESES!!!

Ontem completei oito meses aqui nesta terrinha. Oito meses de muitas emoções, descobertas, aventuras, muito riso, muita lágrimas, muitos momentos tristes e felizes. Saldo da vida nova? Com certeza positivo!!!
Tenhos muitos planos para o ano que segue - sim, vou ficar mais um ano -, muitos planos de viagem e muitas aulas que quero fazer, muitas coisas pra comprar e muita coisa pra viver. Estou muito feliz por aqui, e a saudade do Brasil, ou melhor, das pessoas que "deixei" no Brasil, é forte mas não mata, não. Digo "deixei", porque a gente não deixa de verdade, só se afasta por um curto período de tempo, período esse relativo e de duração incerta, muitas vezes, mas que, mais cedo ou mais tarde, acaba. Sei que um dia verei novamente todas as pessoas que amo e que estão no Brasil, e isso me alegra e me dá forças pra continuar. E que venham mais oito e mesmo dezoito meses! Estamos aqui e vamos que vamos. hehehe

terça-feira, 17 de abril de 2007

Sem preço...

...
Laptop recém adquirido
U$1600
...
Câmera digital a ser adquirida
(assim que terminar de pagar o laptop)
U$330
...
Uma mãe que manda um e-mail hilário
pra animar teu dia
NÃO TEM PREÇO!!!
...
Pra todas as outras coisas,
existe poupança.
...

Tristeza não tem fim... felicidade sim...

Tô tristinha... Estava vendo fotos nos orkuts da vida e nos blogs e me bateu uma tristezinha que nem tenho como explicar. Eu nunca fui baladeira, eu sei, mas me bateu uma coisa estranha quando vi as fotos do último final de semana... Sei lá... Acho estranho ligar pros outros e me convidar, ligar e dizer "Posso ir na sua casa?" Eu não sou assim, nem nunca vou ser, e acabo sempre ficando em casa... aguardando um telefonema...
Acho que vou sair hoje à noite. Vou no café, pelo menos pra ver gente diferente e refrescar a cabeça... Tô bem tristinha hoje...
Mas já passa...

domingo, 15 de abril de 2007

Páscoa 2007!

O que posso dizer? Eles aqui não têm ovos de chocolate recheados, como os que a gente tem. A única coisa que eles têm são coelhos de chocolate e ovos de plástico com docinhos ou brinquedinhos dentro, mas são ovos do tamanho de ovo de galinha, bem pequenos. Eu trouxe do Brasil ovos recheados pra todos eles, inclusive um Laka pra minha host e um Diamante Negro pro host. Eles adoraram, acharam super diferente. hehehe
Ganhei uma cesta com um coelho de chocolate enorme (eu tinha contado sobre o meu trauma do coelho de chocolate roubado quando eu era pequena, e que, pra compensar, minha mãe sempre me dava coelhos de chocolate na páscoa), um fantoche de dedo, um kit com máscara para os olhos, creme de mãos, protetor de orelhas, hand sanitizer, e lencinhos umedecidos, uma caneta-gel, e uma bolsinha de vime muito lindinha cheia de bolachas com confeitos (como as de Natal). Por sinal, a bolsinha, agora que já comi todas as bolachas, coloquei no banheiro com meus produtos de beleza dentro, ficou uma gracinha.
Tivemos um almoço às duas e meia da tarde, um tipo de almojanta, porque daí tem tanta comida que ninguém come mais nada o dia todo. Sentei à mesa, toda enfeitada especialmente pra ocasião, e fui me servindo. Tinha uma travessa tampada do meu lado, mas como eu sou muito curiosa, nem perguntei e fui levantando a tampa. Gente! Chorei muito! Eles tinham feito arroz e feijão pra mim! Nem acreditei direito. No outro dia eu tinha feito arroz e feijão e meu host perguntou com que eu temperei, porque tava diferente do feijão de lata deles, mas ele sempre pergunta essas coisas quando eu cozinho, então nem desconfiei. Ficou muito bom. Meio sem sal, mas muito bom. Acho que foi melhor mesmo pelo carinho com que eles fizeram, acho que foi isso que me fez achar tão bom. Depois do almoço abrimos os ovos que eu dei pra eles, com direito a fotos e tudo. Muito bom.
E foi isso, essa foi minha páscoa! :)

Um ano de Blog

Dia 13 deste mês completei um ano de blog. Quem diria... eu nunca achei que isso fosse vingar, que eu fosse continuar escrevendo por tanto tempo. Essa não foi minha primeira tentativa de blog, e também tive várias tentativas de escrever diários, mas eu acabava esquecendo, perdendo a animação inicial, e acabava desistindo.
Por que esse deu certo? Sabe-se lá, só sei que deu, e aqui estou eu, um ano depois, com diversas mudanças na minha vida, diversas mudanças de pensamento, mudanças de planos, enfim. Nem sei se muita gente lê isso aqui, sei de apenas uns poucos, sei que meus amigos do Brasil nem se dão ao trabalho, minha família acho que cansou também, mas é estranho não escrever. Acho que viciei. hehehe
Acho que, no fundo, continuo escrevendo pra não perder o jeito, ou pra, um dia, poder reler tudo isso e relembrar tudo que já passei. Desisti de bloquear o blog, porque acho que tá bom assim mesmo. Sei lá. É que tem tanta coisa que eu queria escrever aqui mas não posso, que achei que bloqueando teria mais liberdade... hehehe Estranho imaginar que, pra ter liberdade, a gente precisa trancafiar algo... Mas acho que vou manter assim mesmo. Muito obrigada a todos que responderam ao post do bloqueio, fiquei bem feliz de saber que vocês acompanham minhas peripécias por aqui. E continuem passando por aqui, e me mandem link pros blogs de vocês, que eu vou adorar ler! Obrigada.

Viagem ao Brasil - parte 2

Bom, depois de uma pequena hibernação de duas semanas, aqui estou eu para contar mais um pouquinho da minha viagem ao Brasil. Onde foi que parei mesmo?... Ah! Claro! A cara de espanto do pai.
No mesmo dia que desembarquei em Curitiba, logo após almoçarmos no restaurante do aeroporto, minha mãe me levou à casa de meu pai. Eu tinha avisado que a mãe iria lá pra tirar fotos deles e trazer pra mim (foi a única desculpa esfarrapada que achei...), portanto meu pai nem estranhou quando ela tocou a campainha, e veio logo abrir o portão. Eu esperava em frente ao portão vizinho, e me encaminhei pro portão da casa do pai. Ele, calmamente falando sobre algo e abrindo o portão, ao perceber que um vulto se aproximava, virou a cabeça na minha direção pra ver quem vinha; uma reação natural em qualquer ser humano, diga-se de passagem. Difícil é conseguir descrever a cara de espanto dele. Um misto de confusão com preocupação, ficou meio que num estado catatônico, me olhando meio sem acreditar. Pior foi que ele ficou segurando o portão e não queria abrir de jeito nenhum. O transe catatônico demorou um pouco a passar... Bom, mas depois que entrei, o tempo voou. Tanta coisa pra falar, tanto pra contar, tanto pra dividir. Eles tinham preparado uma caixa cheia de coisinhas pra mãe trazer pra mim, muito legal. Tinha sagú, feijoada, bala-de-côco, e muitos brinquedos, inclusive dois porta-lápis pra mim, porque eu tinha comentado que não tinha porta-lápis aqui. Conversei horas com a Suzana e com os meninos. Pra quem não sabe, a Suzana é casada com meu pai, há anos, e mãe de 5 dos meus 6 irmãos. Ela é minha madrasta desde meus cinco ou seis anos de idade, e sempre que vou lá, na casa deles, conversamos horrores, horas a fio, muito bom. Sinto muita saudade das nossas conversas...
Na terça-feira, quando chegamos à Blumenau, a mãe me chamou pra ir na Cachaçaria, dizendo que tinha combinado com a Sheila e a Julia. Fiquei super feliz, e estava louca pra ver a cara delas. Elas nem se espantaram muito, e eu, tão feliz que tava, nem me dei conta disso. Nem estranhei que a Julia veio com um presente na mão pra me dar, só achei super fofo da parte dela. Só depois de uns quinze minutos, quando chegaram duas amigas com presentinho na mão, é que fui me dar conta que era uma festa-surpresa pra mim. hehehe
De resto, fui em ginecologista, oftalmologista, cortei cabelo, tirei sombrancelha, fiz pé e mão, fiz o que tinha que fazer, e o tempo foi passando, voando a seu bel prazer. Foi bom? Não, foi ótimo! Mas na real, parece que tudo não passou de um sonho... Bem que minha mãe me avisou... Mas foi um sonho muito bom.
Foi estranho, também, como se tudo estivesse congelado desde o dia que eu parti. Minha mãe emagreceu, algumas coisas mudaram, mas no fundo continua tudo igual. Eu é que não me senti a mesma lá. Estranho... mas foi muito bom.
A volta foi uma verdadeira viagem: ida de carro Blumenau-Navegantes; vôo Navegantes-Congonhas; ônibus Congonhas-Garulhos (que quebrou no caminho... hehehe); vôo Garulhos-Houston; vôo Houston-Cleveland; vôo Cleveland-Kansas City; e, por último, uma viagem de carro de Kansas City até minha cidade, Lenexa. Cansativo por demais. hehehe
Ah! Detalhe que na imigração o policial me passou um sermão porque eu não tinha devolvido o I-94 quando fui pro Brasil, e ficou dizendo que ele podia me impedir de entrar nos EUA por causa disso. eheheh Mas deu tudo certo. Claro, se não eu não estaria aqui... huahuahua
O bom da volta foi rever minhas crianças e saber que eles sentiram minha falta. A pequena ficou dizendo pra vó que queria a Carol dela de volta. Fofos! Foi muito bom isso.