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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Problema, probleminha, problemão!

Hoje no Menina de Óculos o post foi sobre um incidente envolvendo um laptop e um copo d'água, porque chorar, às vezes, alivia... Vale a pena ler. Me ensinou várias coisas:
- que derramar água no laptop nem sempre é fatal
- que secador de cabelos ajuda
- que 48h de repouso podem ser cruciais
- e que eu não sou a única a chorar acumulado.
Uma vez eu derramei sopa num teclado. Mas naquela época, como era só um teclado mesmo, ele foi substituído por outro. Lembro de ter ficado uns dias ainda com ele, até que o processo de substituição fosse concluído, e lembro do sufoco ao tentar digitar textos sem as teclas M, N, vírgula, ou ponto final. Pior que eu estava na fase de escrever histórias.
Enfim, hoje tenho muito mais medo, porque com laptop é muito mais caro substituir. Pior que eu sei que sou estabanada e ainda insisto em colocar a xícara de café em cima do lap enquanto leio os meus e-mails estendida na cama. Sim, o lap está sobre a cama neste momento. Sim, eu estou, geralmente, digitando ou apoiando a mão no outro porta-copos do lap. Sim, a baixinha está, geralmente, tentando subir na minha cama pra ver o que estou fazendo.
Esclarecendo: meu porta-copos é aquele espaço logo abaixo do teclado e à esquerda do mouse. O porta-copos da direita eu uso pra apoiar a mão que vasculha a internet
Adoro brincar com a sorte. Um dia ainda me arrependo...

Estudos ou diversão?

Não consigo decidir se devo ir à festa de Halloween amanhã à noite, ou se devo ficar em casa e estudar pra prova de sábado pela manhã.
Explicando melhor: agora já são nove da noite de quinta e eu ainda nem li o texto pra aula de psicologia amanhã ou pesquisei o tópico do meu trabalho, do qual preciso conversar com meu professor amanhã, portanto é algo que preciso fazer sem falta. Amanhã trabalho das 7h30am até uma da tarde, quando levo a baixinha pra escola. Estou livre até 2h50, mas o que parece muito sempre passa tão rápido que quase nem tenho tempo pra nada. Depois trabalho até 6 da tarde. Às 5 vamos à casa da vizinha pra uma festinha de Halloween das kids e de lá me mando pra aula de psicologia que vai das 6h30 às 9h15pm. Não posso faltar na aula porque é revisão pra prova e o professor vai nos dar todas as questões da prova. Isso mesmo, ele vai dar as questões pra gente estudar antes da prova.
Outro porém é que preciso me arrumar pro Halloween: por cima a fantasia pra ir com as kids, e por baixo a fantasia que quero usar pra festa (reveladora demais pra usar na frente das crianças). Detalhe que emprestei a fantasia pra vizinha e ela só vai voltar do trabalho às 3h30 da tarde, o que não me deixa muito tempo pra me arrumar.
A prova de sábado é de espanhol, mas vai ser de interpretação de texto e oral, então estou um pouco apreensiva e sinto que preciso estudar pra tal prova.
Agora me explica uma coisa: com tanto pra fazer (estudar pra prova, ler o texto de psicologia e pesquisar pro trabalho), como é que eu inda fico perdendo tempo aqui?
A resposta é simples: minha cabeça está tão bagunçada e indecisa que eu não consigo me concentrar em nada.
Vai ver se eu for num médico eu consigo que ele me dê um diagnóstico de ADD e me prescreva uns remedinhos pra ajudar na concentração. Afinal de contas, aqui nos Estados Unidos só não consegue diagnóstico de ADD quem tá em coma.
Mas isso já é assunto pra outro post...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Acompanhando a vida alheia

É tão engraçada essa história de blog. É mais do que apenas acompanhar o que acontece com alguém, é mais invasivo, é como entrar um pouquinho na cabeça das pessoas e saber como elas respondem a determinados acontecimentos. É saber de suas emoções e pensamentos, por vezes íntimos, que se tornam transparentes e decifráveis através de um blog.
Interessante também como nos sentimos mais próximos de alguém que conhecemos tão pouco mas de quem sabemos tanto. Acompanho diversos blogs e sinto falta dessas minhas amigas virtuais quando elas ficam muitos dias sem postar. Algumas, como a Cyn, sei que não postam com muita freqüência, mas outras, como a Ana, sempre fico esperando por um post novo logo após outro.
Mas elas não são as únicas. Acompanho as Crônicas do Iglu, as novidades da Beka e sua nova família, as observações do Colagem, os apontamentos da Menina de Óculos, e muitas outras aventuras. Sem contar que adoro ler os artigos das Garotas Que Dizem Ni. E é estranho como me sinto amiga dessas pessoas.
Outro dia a Ana postou fotos do Cowboy pelado de NYC. Nunca nem ouvi falar dele. Mas o que me veio à cabeça nem foi questionar a existência do tal Naked Cowboy, e o fato dele já ter sido preso várias vezes, mas o de que minha amiga de tanto tempo estava aqui pertinho e eu nunca nem saberia se não fosse o blog. Bom, na verdade a gente nunca teria se conhecido, mesmo que virtualmente, não fosse pelos blogs da vida.
Pode ser estranho, mas acompanhar a vida alheia já faz parte da minha rotina. Coisas que só a tecnologia faz por você.

sábado, 18 de outubro de 2008

65 dias

Contagem regressiva pra volta ao Brasil.
Já estou aqui nos Estados Unidos há dois anos, um mês e vinte e sete dias. O que mudou? O que se passou nesses dois anos?
Pra começar, já morei com 2 famílias diferentes, em 4 casas diferentes, em 4 estados com climas diferentes e em 4 cidades completamente diferentes. Já levei crianças pra 6 escolas diferentes e já estudei em 2 faculdades diferentes. Conhecei pessoas de diversos países, fiz amizades com pessoas do México, da França, da Bósnia, entre outros. Já tive 17 professores diferentes e minhas crianças já tiveram 12 professores diferentes. Já participei de dois jantares de ação de graças, 2 comemorações de natal, 2 viradas de ano e 2 halloweens. Já comemorei 2 aniversários e já participei de outros 11 aniversários na família. Ainda vou participar de mais 1 jantar de ação de graças, 1 halloween, e 1 aniversário.
Aff... quantos números!!!
Mas o mais importante é que tudo que vivi aqui valeu muito. Aprendi muito, cresci muito, e sinto que realizei o que queria. Meu objetivo era aprimorar o inglês e conhecer uma nova cultura, e posso dizer que volto com o sentimento de dever cumprido. E mais: ainda volto com um diploma, meu Associate Degree que vou completar no final desse ano.
Quando cheguei aqui era super insegura do meu inglês, mas hoje, mesmo cometendo erros, me sinto muito mais confiante. No Brasil eu jamais havia sequer lido um livro em inglês. Achava que seria muito difícil. Hoje leio qualquer coisa que você colocar na minha frente, nada me intimida mais, especialmente depois de ler Homero e poesias do século passado, com seus extintos thy and thee. Assisto filmes sem me debater e compreendo letras de música sem problemas.
Fora isso, também ganhei mais confiança em mim mesma. É estranho, mas quando a gente enfrenta problemas estando tão longe de tudo que nos é familiar é que vemos o quanto somos capazes.
Eu quero. Eu posso. Eu consigo.
O futuro? Quem é que sabe o que o futuro nos reserva? É esperar e ver.

domingo, 5 de outubro de 2008

78 dias

78 dias para estar novamente em solo brasileiro.
Na real não sei se estou triste ou contente... Acho que é uma soma dos dois.
Estou triste de deixar minhas crianças e essa família que tanto me apoiou e me ajudou. Mas também estou muito feliz de voltar.
Tenho saudade não só da minha família e dos meus amigos, mas da minha terra, da minha cidade, das ruas de Curitiba, dos bares, do clima, de tudo.
Volto com o sentimento de dever cumprido, e isso é que importa. Vim pra melhorar meu inglês e acabei ganhando muito mais que isso. Ganhei confiança em mim mesma, no meu poder de luta. Acredito aora que sou mais forte que pensava ser. Quero, posso, consigo. É assim que vejo agora. Me conheço muito melhor, e sinto que é chegada a hora de partir pra uma nova luta.
É isso. Estou voltando. Me aguardem.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Um buraco no peito

Engraçado como as coisas vão acontecendo na vida da gente. De uns tempos pra cá certas coisas aconteceram, e algumas delas até me assustam.
Não sei exatamente qual foi a primeira, mas muitos avisos vêm chegando pra mim e eu quero com todo meu ser ignorá-los. Espero que um dia eu releia esse post e pense no quanto fui boba por me deixar levar por tudo isso. Mas no momento, a única coisa na qual penso é que tudo está em constante movimento, e que de algumas coisas não se volta atrás.
Sabem aquela história de que tudo vem em 3? Pois eu não sei se é verdade isso, mas se parar pra pensar, várias coisas na minha vida aconteceram em trio. Passei três vezes na Federal e (ainda) não terminei nenhum dos 3 cursos. Cuido de 3 crianças aqui. Desde que cheguei nos EUA já fui pro Brasil quantas vezes? 3! Tive 3 incidentes com o carro (ignição quebrada mais duas batidas, nenhuma culpa minha) e recebi 3 multas (todas relacionadas ao carro, por estar com emplacamento vencido, todas no mesmo dia, e nenhuma por culpa minha). Se eu quiser ainda acho mais umas, mas vamos ficar por aqui.
Pois bem. Tenho recebido muitos sinais relacionados com morte. É gente doente precisando de cirurgia (tenho pavor disso), é coroa fúnebre sendo mandada pra quem ainda está vivo, é Dercy morrendo, é pai de amiga virtual que partiu, enfim. Como diria meu avô (já falecido) "tá morrendo gente que nunca morreu antes."
Abre parênteses: Pode parecer estranho pra muita gente esse fundinho de humor negro, mas como meu avô, é assim que lido com a vida. Puxei dele. E também da minha mãe, que já havia puxado dele. E, claro, do meu pai, com quem posso contar nos dedos as conversas sérias sem uma piada pra quebrar o gelo. Não tem jeito. Ele perde o amigo mas não perde a piada. Fecha parênteses.
Bom, só sei que quando vi o blog da Cyn me deu vontade de chorar. Me veio um vazio pesado no peito. Lembrei do meu avô, e como foi tudo tão repentino e desconectado da realidade. Meus olhos ainda se enchem de lágrimas. E olha que já faz mais de 14 anos que ele se foi.
Tento pensar no lado positivo: ele já não sente mais dor, nunca mais vai se sentir frustrado ou angustiado. Mas e eu? E nós que aqui ficamos com essa dor toda?
Não sei o que falar para consolar alguém. Falar o quê? Que já passei por isso? Que sei bem como é? Que entendo o que ela passa?
Nada disso ajuda. Acho que a única coisa que ajuda mesmo é dizer "meus pêsames." Não que isso vá resolver algo, mas para que a pessoa sinta que nossos pensamentos estão com ela. Para que saiba que tem alguém que se importa com o sofrimento dela e que deseja que esse amargor inicial passe.
Porque passa sim. Passa e fica só essa dor na garganta que dá vontade de chorar mas que também nos impulsiona a viver. A viver como a pessoa querida, que agora se foi, gostaríamos que vivessemos. A olhar para frente e ver os frutos novos que a cada dia povoam a nossa vida. As próximas gerações. E então é torcer para que os que vêm saibam ser um pouco como os que foram. E que nós possamos um dia não chorar mais tanto.
Beijos, Cyn, pra você e pra toda tua família. Meus mais que sinceros pêsames. E que seu pai possa, finalmente, descansar em paz e sem dor.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Happy Birthday Jakob!!!

Parabéns, Jake!!!
Hoje foi níver de 9 anos do meu menino.
Ele agora tá na fase vídeo-game, então comprei um kit-DS pra ele. Ele ganhou o vídeo-game (DS) de Natal, então comprei um kit com coisinhas: fone de ouvido, bolsa protetora pro DS, caixinhas pra guardar os jogos, carregador de baterias pra carro (carregar a bateria no carro é ótimo nas viagens longas), flanelinha pra limpar a tela, essas bagulhadinhas tão supérfluas e tão úteis. Ele adorou. Também dei um pacote de bandanas pro cãozinho dele, o Kuro (em japonês significa preto, e o cão é um lulu-da-pomerânia preto). As bandanas são comemorativas: uma pro Natal, uma pro 4 de julho, páscoa, halloween, etc.
Hoje foi festa só pra família, porque a festa pros amiguinhos é dia 12 de julho. É o segundo aniversário dele que eu participo. E pensar que quando eu cheguei aqui ele tinha 7 e eu já o achava um meninão. O tempo voa mesmo.
Nossa, parando pra pensar, eu já estou aqui há quase dois anos. Dia 21 de agosto completarei dois anos de Estados Unidos. Dois anos vivendo longe da família, dos amigos, da minha cidade.
Hoje bateu saudade de tudo. Vontade de pegar um avião amanhã e voltar pra casa, ou ao menos visitar. Acho que já tá na hora de uma visitinha, afinal, a última vez que fui foi em agosto do ano passado.
Saudades... mas logo passa.
Tudo passa nessa vida. Até uva passa.

sábado, 28 de junho de 2008

Boca aberta ou fechada?

Na minha família sempre se falou que era falta de educação mascar chiclete de boca aberta, afinal "quem masca de boca aberta é vaca" foi o que mais ouvi durante minha infância. Não só da minha família, mas das famílias de minhas amigas também. Será que somos as únicas?
A minha vida inteira acreditei que deveríamos mascar de boca fechada, que não tem nada mais irritante que alguém mascando chiclete de boca aberta, e que era, inclusive, sinal de maus modos.
Pois hoje, beirando os trinta, ainda acredito nisso. Acho tremendamente irritante quando alguém senta do meu lado e começa a mascar de boca aberta. Irritante e até nojento. Sei lá.
Esses dias ouvi de alguém que "não se aproveita todo o sabor sem mascar de boca aberta." Por ser a pessoa quem era, não pude confidenciar a ela meus pensamentos sobre o assunto, então resolvi vir aqui e perguntar: O que você acha? É irritante quando alguém masca chiclete ao teu lado de boca aberta? Você também acha que só se aproveita o sabor do chiclete de boca aberta?
Por favor, deixe sua observação sobre o assunto.
Grata.

Chicletólatras Anônimos

Lendo o post do Crônicas do Iglu de hoje, sobre o vício do chicletes, decidi que era hora de admitir meu vício: sou viciada em chicletes.
Tudo começou casualmente, alguém me apresentou a tal goma-de-mascar dizendo que não teria problema, que não era viciante. Lembro ainda dos lembretes de não engolí-lo, correndo o risco de o dito cujo alojar-se nos intestinos e colá-los de forma que não poderia mais utilizá-los. Lembro dos pesadelos após ter engolido um, por acidente, porque alguém me deu um tapinha nas costas desavisado. Lembro de ter experimentado diversos tipos, grandes e pequenos, dos que são bons pra fazer bolas e dos que esfarelam na boca, dos de morango, tutti-fruti, hortelã, menta, uva, banana, enfim, de tudo que é tipo.
O tempo foi passando e eu achando que não era nada, que ele nem era indispensável na minha vida. Mas bastava almoçar na rua, principalmente na época de faculdade, pra perceber que se levar escova de dentes pro restaurante era complicado (e convenhamos, até motivo de piadinhas), carregar uma cartela de chicletes para após as refeições era visto como "cool."
O problema foi quando me mudei pros Estados Unidos. "Por quê? Não existe chicletes no lado de cima do equador?" Claro que existe, mas o problema foi a família norte-americana: a hostmom não queria que eu mascasse chicletes na frente das crianças!
Quase tive um treco. Passei semanas comendo chicletes escondida no quarto até altas horas pra matar a vontade de um dia inteiro. Escondia chicletes na bolsa, no bolso da jaqueta, na escrivaninha, na mesinha de cabeceira, tudo pra, assim que estivesse sozinha, poder mascar um chicletes sem a preocupação de não achá-lo.
Hoje mudei de família (só fiquei com aquela por dois meses, quem aguentaria mais do que isso sem chicletes?) e posso mascar chicletes a vontade. Ainda escondo meus chicletes pelo quarto todo (quase todas as minhas gavetas têm chicletes) e pelas bolsas e mochilas, mas masco feliz, com a certeza de que sou compreendida!
Brincadeiras à parte, sou mesmo viciada em chicletes. Claro que não troquei de família por isso, e que não passava noites mascando chicletes, mas que tive que parar de mascar na frente das crianças, isso eu tive. Adoro um chicletinho depois do almoço ou mesmo depois da janta, já que a maioria das minhas aulas são à noite e não há nada como um chicletinho pra me manter acordada. Mas agora compro chicletes bons, dos sem açúcar, e nos sabores "adulto" (nada de sabor morango ou tutti-fruti). Não economizo, mas sempre procuro comprar nos lugares mais baratos, e compro de montes, pra nunca ficar sem.
E você, também tem um viciozinho por chicletes? Pode falar, aqui somos todos amigos, e eu prometo não espalhar nada do que você me confidenciar aqui. Seu segredo está seguro comigo.
Picture from I Can Has Cheezburger.

WALL-E

What if... Mais um filme que começa na idéia do "E se..." E se a humanidade tivesse que deixar o planeta e esquecesse de desligar o último robô? Essa foi a idéia original do filme.
Achei que o filme seria para crianças, mas não, é um filme para adultos com muitas mensagens subliminares.
ALERTA: Caso não queira saber sobre o filme pule os próximos TRÊS parágrafos.
O filme se passa em 2815. A humanidade deixou o planeta Terra num cruzeiro espacial que deveria durar 5 anos, após os quais eles retornariam. Mas agora já se passaram 700 anos, e gerações e mais gerações se passaram, e os que hoje vivem na espaçonave não mais sabem o que é a terra.
As pessoas se tornaram extremamente obesas, passam seus dias sentados em cadeiras flutuantes que os levam para todos os lados, assistem a um holograma que se localiza logo à frente de seus olhos, a única interação que têm com outras pessoas é através do holograma, jamais levantam da cadeira, pois esta reclina e assume o papel de cama (detalhe: o quesito banheiro não foi abordado no filme), nunca sequer caminharam na vida!
O planeta Terra virou um imenso depósito de lixo! Não há vida mais na Terra! Quer dizer, quase, tem o WALL-E (ele é um compactador de lixo, cujo nome é Waste Allocation Load Lifter Earth-Class), uma barata e uma pequena plantinha.
FIM DO ALERTA (ufa!)
É um filme esperançoso, mas também uma crítica ao que estamos nos transformando. Somos uma sociedade consumista que está estragando o planeta Terra. Queremos sempre o conforto, o fácil, o menos trabalhoso, sem sequer considerarmos as consequências futuras tanto para o planeta quanto para as próximas gerações.
Não quero entrar em mais detalhes aqui, mas realmente recomendo o filme.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dreams & Choices

Estava lendo o blog da Cynthia e comecei a pensar nos meus sonhos. Tudo que eu sempre quis, tudo que sempre sonhei.
É engraçado, porque muitas das coisas que a gente sonha pra vida da gente, são coisas muito bobas, sonhos impossíveis, como poder abrir os braços e voar, ou poder ficar invisível ou congelar o tempo. Coisas que só em filmes ou livros são possíveis.
Mas e os sonhos realizáveis? Bom, eu sempre quis participar do Halloween. Lembro que vi em filmes e sempre me imaginei participando de coisas assim. Também queria ver neve, sentir, tocar, brincar na neve. Também queria muito aprender o inglês. Queria muito viver em outro país, falando outra língua, vivendo outra cultura. Mas sempre achei tudo isso impossível, pois achava que nunca teria condições financeiras pra tudo isso.
Mas aqui estou! Graças ao esforço da minha família, que me apoiou e me ajudou muito, hoje eu posso dizer que realizei tudo isso. Até meu pai, que é ciumento pra caramba e sempre quis me proteger mais que o necessário, falou que me apoiaria no que eu decidisse. Ele nem faz idéia de como ele me fez feliz quando disse aquilo. Eu estava muito nervosa e nem sabia como contar pra ele que queria ir pra outro país, um país estranho onde eu sequer conhecia alguém. Viver com um bando de estranhos, porque era isso que a família era naquele momento, sem um único conhecido pra me ajudar se eu precisasse.
Minha mãe foi uma que sempre me apoiou muito, em tudo que eu sempre quis na vida. Sempre me incentivou e nunca duvidou do meu potencial. Eu sempre fui cheia de dúvidas, sempre muito receosa, muito desconfiada de mim mesma, sem saber se daria ou não conta do recado. Mas ela não, ela sempre soube que tudo daria certo. Ela sempre fez questão de afirmar que eu deveria sim fazer o que queria, e que eu daria conta sim. Se não fosse por ela, eu não estaria aqui.
Lembro que descobri o programa de au pair no final do ano de 2006. Fiquei super empolgada. Naquele ano fomos passar Natal e Ano Novo com uns amigos da mãe, em Salvador. Lembro de ter falado pra ela que nem iria mais fazer o program, que tinha desistido, que seria muito caro, e blábláblá. Ela ficou furiosa comigo (no bom sentido). Falou que eu iria sim, que se eu queria eu teria que dar um jeito e realizar esse sonho.
Obrigada mãe!
Agora estou aqui, batalhando a cada dia pra que esse sonho seja cada vez melhor e maior.
Meus estudos vão muito bem, obrigada. Estudo um monte, me dedico, e dou o meu melhor, na medida do possível. Muitas au pairs aproveitam o tempo pra sair e se divertir. Vão a festas, conhecem carinhas, coisas assim. Eu não saio muito, pois aproveito cada minuto livre pra estudar mais um pouco. Ainda mais agora, que eu estou fazendo 4 matérias diferentes. É bem puxadinho, e perco várias noites de sono, mas nada me deixa mais feliz que ver um A numa prova. Acho que passei muito tempo com vergonha de estudar, de tirar notas boas, de ser chamada de "peixinho da professora." Agora é tempo de me dedicar aos estudos. Perco de sair? Não sei... não sei se considero uma perda. Acho que é uma questão de escolha. Sei que algumas au pairs não estão aqui pra estudar, estão pra aproveitar as saídas, pra se divertir, pra conhecer gente. Eu estou aqui pelos meus estudos, e foi por isso que continuei. Conheço pessoas novas em cada aula que faço e ainda aprendo muito.
Ainda saio, só não tanto. Não sou nem nunca fui de balada, prefiro ir a um café, sentar e curtir um som ambiente, batendo um papo legal com alguém. Escolhas e sonhos. É disso que a vida é feita. Eu fiz a minha escolha e estou aqui vivendo meu sonho. E você? Quais são os seus sonhos? Quais são as suas escolhas?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Sem assunto...

Sem muito o que falar... só bateu uma vontade de escrever qualquer bobagem mesmo.
Desculpem se tenho abandonado o blog. Não é falta de vontade, é falta de tempo mesmo. Quando tenho tempo de entrar na internet, acabo usando esse tempo pra ler emails e entrar nos blogs alheios, e depois disso já estou muito cansada para escrever no meu blog.
Ah! Por falar em blog, hoje vi no site de notícias da Globo (entro todo dia pra ver as notícias em destaque) uma nota sobre blogs de famosos. Achei engraçado e fui conferir. Não cheguei a ler tudo, só corri o olho. Achei legal ver a Claudia Jimenez tirando foto com o Woody Allen (ela é fã dele), e ver que a Cléo Pires se dá ao trabalho de ler cada comentário do blog e responder um por um. E achei muito estranho ver a Carolina Dieckmann escrevendo tudo no diminutivo. Mas, cada qual com seu cada qual, não é mesmo? Ela, provavelmente, acharia milhares de defeitos no meu blog e na forma como escrevo.
Aliás, por falar nisso, eu quero me desculpar pelos erros de português, mas eu nunca reviso meus textos antes de publicar no blog. Se achar algum erro e quiser me mandar um scrap, ficarei feliz em corrigir, mas não vou corrigir antes de publicar, isso não! hehehe... Pura preguiça mesmo.
Essa semana os pais estão em NY a semana toda, então (novamente) estou sozinha com as crianças. Eu até gosto, porque eles me obedecem bem, e não tem pai ou mãe pra estragar (se eu digo que eles vão ficar sem sobremesa, eles morrem de medo, porque não podem pedir pro pai escondi... hehehe).
Bom, vou ficando por aqui, porque tenho que ver o almoço da baixinha.
Beijinhos!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Introduction to Literature

Minhas aulas começaram dia 5, mas só hoje encontrei tempo e disposição para sentar aqui e escrever. Não por nada, é só que tem tanta coisa acontecendo, sempre tenho algo pra fazer, algo pra ler, um lugar pra ir, que no fim fico sem tempo pra escrever. Sem contar que sempre antes de escrever eu corro pra ler os blogs da listinha aqui à esquerda.
As aulas são ótimas!!! Muita coisa pra ler, muito o que raciocinar, quebrar muito a cuca, mas está valendo por demais. Leio e releio cada um dos textos de uma aula pra outra, em busca de um novo significado. Faço anotações, pesquiso na internet, me viro pra dar conta, mas não me arrependo nem um pouquinho de estar fazendo esse curso agora, no verão. Ah! Desentendimentos à parte, um dia antes das aulas começarem eu percebi que estava com o livro errado. Como assim??? Pois é, comprei o Shorter Ninth Edition (versão resumida da nona edição). Resultado: no primeiro dia de aula a tarefa era ler um texto que não tinha na versão Shorter. Cheguei da aula e corri comprar o livro online. Ainda bem que chegou super rápido. Sem contar que o professor, no primeiro dia de aula, falou que Composition II era pré-requisito pra aula dele. Eu, tendo feito só Composition I, e sabendo estar com o livro errado, já me desesperei. Mas tudo não passou de um engano. Ufa!
Hoje me senti especialmente realizada, por ter colocado em tão boas palavras os meus pensamentos, por ter feito comentários significativos, e por ter respondido coisas que ninguém se atrevia a abrir a boca pra falar (nem o loirinho que tem sempre tudo na ponta-da-língua).
Por falar nisso, preciso falar um pouco de alguns alunos da minha turma. Somos uma turma pequena, mas muito diversa. Tem o loirinho acima citado, que tem um corpo de surfista atarracado, bochechas rosadas, e sempre uma resposta na ponta-da-língua pra tudo. Gosto dele, quer dizer, gosto dos comentários dele. Acho interessante o jeito como ele olha ao redor antes de dizer algo, só pra ter certeza de que ninguém vai falar nada, porque ele sabe que ele é o que mais fala na sala. Ele me lembra, um pouquinho, a Hermione Granger, dos livros do Harry Potter (isso até daria um capítulo à parte).
Outra figura é o rapaz oriental com cara de sono, cabeludo, que acha as aulas de estatística mais fáceis que as de literatura. Vai entender... Brincadeira. Entendo muito bem o que ele quer dizer. Números não têm metade das conotações possíveis e imagináveis que as palavras podem ter.
Tem também um rapaz que não foi capaz de responder a perguntas simples, como autor, poeta e livro favorito. Justificou-se dizendo que não gostava de ler e que estava encarando as aulas como "um novo desafio". Pelo menos foi sincero...
Tem a menina com cara de fresca, o garoto do intercâmbio (não, não sei de onde ele é, só sei que é estrangeiro), o casal de irmãos que não são gêmeos, a menina de mechas nos cabelos e comentários inteligentes, o menino que teve problema com a matrícula e foi convidado a se retirar no primeiro dia de aula (tadinho... ainda hoje ele comentou que ficou marcado exatamente por isso...), a menina de roupas de academia, o menino de bermudas e jeitão descontrído, a menina que parece achar tudo muito boring, e o simpático e calmo Scot com sua voz mansa.
E, como não podia faltar, o professor: cara séria, a princípio, mas que adora fazer graça. Tem um senso de humor levemente diferente do normal. Acha graça com pequenos detalhes nos contos que lemos. Um cara divertido, depois que você o conhece um pouco melhor. Muito inteligente, in fact, brilhante. Só estou com um pouco de medo das avaliações dele. Mas estou aprendendo muito.
Agora, com licença, vou ler meus textos. Boa noite!

terça-feira, 17 de abril de 2007

Tristeza não tem fim... felicidade sim...

Tô tristinha... Estava vendo fotos nos orkuts da vida e nos blogs e me bateu uma tristezinha que nem tenho como explicar. Eu nunca fui baladeira, eu sei, mas me bateu uma coisa estranha quando vi as fotos do último final de semana... Sei lá... Acho estranho ligar pros outros e me convidar, ligar e dizer "Posso ir na sua casa?" Eu não sou assim, nem nunca vou ser, e acabo sempre ficando em casa... aguardando um telefonema...
Acho que vou sair hoje à noite. Vou no café, pelo menos pra ver gente diferente e refrescar a cabeça... Tô bem tristinha hoje...
Mas já passa...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Estar ou não estar...

Ontem estava conversando com a minha host sobre escolhas e rematch. Ela me disse que quando estava na EF não via tantos casos de rematch, e que acha que tem muito mais pela AuPairCare. Se isso é real ou se é só porque eu comento com ela sobre todos os casos de rematch de que tenho notícia, não faço idéia, mas foi essa nossa conversa. Isso me fez pensar sobre o assunto.
Antes da gente vir pra cá, ficamos tentando imaginar como será, e acabamos fantasiando milhões de coisas. Queremos achar a família perfeita, ter um carrão lindo só pra nós, poder sair sem ter horário pra voltar, ter todos os finais de semana livres, um quarto gigante numa parte afastada da casa pra nem ver ninguém nos horários de folga, um banheiro só pra gente, TV e DVD no quarto, computador disponível (de preferência no quarto) e com internet, telefone no quarto, crianças boazinhas, muito tempo livre, e por aí vai. Tudo isso é muito bom, mas qual é a realidade? Algumas meninas têm tudo isso, outras não. Mas nada disso garante que o nosso ano será feliz aqui.
O que acontece, muitas vezes, é que as expectativas são tão grandes que acabamos nos desapontando depois. Esse desapontamento pode levar a gente a acreditar que a família não é tudo aquilo que pensávamos, e isso pode levar a um desentendimento tão grande que irá resultar em rematch. Não tiro a culpa da família, de jeito nenhum, apenas estou focando o lado de au pair, por ser aquele no qual me encontro. Porque eles, as famílias, enquanto esperam por nós, também criam muitas expectativas que, depois, se não alcançadas, levarão ao rematch. Mas então qual a solução?
É muito difícil saber exatamente pois não há fórmula mágica (como disse a Ana Paula no blog dela). Pensamos que será fácil chegar aqui e já cuidar das crianças e viver nossa vida como se nada tivesse mudado. Que teremos crianças que serão adoráveis 100% do tempo. Crianças que não brigarão nunca, não farão birra, não baterão o pé pra nada. Mas a realidade é outra, e mesmo criança boazinha tem seus dias de capeta.
Primeiro vamos pro treinamento em NY, que é só festa, só diversão, e pensamos que tudo será lindo e maravilhoso aqui no país das oportunidades. Passeamos um monte e conhecemos pessoas de diversos países. Dividimos quarto e cama com completos estranhos e já no segundo dia parece que nos conhecemos a vida toda. Mas daí chega o dia da partida. A gente já acorda diferente, muito abraço, muito choro, muitas promessas de telefonemas e emails. A insegurança toma conta e sentimos um frio na barriga só de pensar que dentro de poucas horas veremos nossa nova família. É emocionante e assustador ao mesmo tempo.
Quando chegamos na casa da família nos encantamos olhando a casa. Queremos logo conhecer cada canto, saber o que se esconde por trás de cada porta. Olhamos pra mesa e já nos imaginamos tomando o café da manhã com a família toda, comendo panquecas e rindo muito, como nos filmes. Geralmente nosso quarto é o último do tour, e ficamos muito contentes olhando praquele quarto decoradinho especialmente para nós, com uma cama arrumadinha e aconchegante. Queremos logo começar nossa vida aqui.
Mas então amanhece. É a manhã do primeiro dia com a família. Quando abrimos os olhos um misto de felicidade e estranhamento toma conta. Não reconhecemos nada, nem nosso travesseiro, nem nossa cama, nem a posição dos móveis no quarto. Mas estamos contentes por estar aqui e sabemos que tudo vai se ajeitar, que tudo ficará bem, de um jeito ou de outro.
As primeiras semanas são as mais difíceis. É tudo diferente. E nos damos conta que não temos mais nossos amigos de toda uma vida, não temos mais nossa família pra implicar no almoço de domingo, e não temos mais nossas "lembranças". Verdade que trouxemos alguns ítens pessoais, mas, como temos limite de bagagem, não conseguimos trazer as "recordações" de toda uma vida vivida. E, é aí, que bate a saudade.
Eu diria que essa saudade, essa vontade incontrolável de chorar que muitos sentem, é apenas uma reação natural do ser humano. É muito difícil lidar com a perda, e uma mudança como a nossa, onde a gente larga tudo (mesmo que temporariamente) pra viver uma aventura, é uma sensação de perda muito grande. Li um artigo que comparava os diversos tipos de perda e sua consequência para o indivíduo, e uma mudança de um lugar para outro completamente diferente (como no nosso caso) foi apontada como sendo tão estressante quanto divórcio ou morte de parente próximo. Realmente é uma mudança drástica, e o corpo apenas tenta lidar com algo que não estava acostumado. A gente pensa que sabe o que vai encontrar, mas acaba sendo muito mais difícil. Quando a gente dá sorte de parar numa boa família, que nos compreende e nos apóia, ótimo. As coisas acabam sendo mais fáceis, e a gente vai se adaptando, aos poucos, como um bebê que aprende a engatinhar, depois a andar e a correr. E a vida segue, sem muitos obstáculos, e fica a cada dia mais fácil. Mas e se a família não nos compreende, e se a família não nos apóia e nos conforta? O que fazemos então? Então aprendemos a ser fortes por nós mesmos. Aprendemos, na marra, que a vida é feita de altos e baixos e que precisamos estar preparados para levantar depois do tombo, sacudir a poeira e dar a volta por cima. É fácil? Não, claro que não. Mas é possível? Com certeza. Somos muito mais fortes do que imaginamos, e muito mais capazes do que jamais poderemos imaginar. E então seguimos ao próximo passo, à uma nova etapa de nossas vidas.
Para alguns esse passo é o rematch, para outros é a volta para casa. Nenhuma dessas opções é fácil de se tomar, mas são as que temos em mãos. A vida nos dá cartas para jogar, e cabe a nós decidir o que faremos com elas. Qual é a melhor opção? Vai depender de quem a toma, é algo individual, portanto ninguém pode saber melhor que a gente qual seria a melhor opção. Mas ela será decisiva para o nosso crescimento, seja ela qual for. É apenas mais uma etapa de nossas vidas onde devemos decidir que caminho seguir, se vamos pra direita ou pra esquerda, se caímos na boca do leão ou se enfrentamos um crocodilo. Qual é o melhor? Vai depender das nossas armas e munições, vai depender da nossa bagagem de vida.
Opção tomada, partimos para uma nova etapa. Se ficamos, vamos nos deparar com uma novo família, um novo recomeço. Ficamos mais tolerantes e repensamos nossas atitudes. Passamos a escolhar quais as qualidades que são mais importantes (para nós) na nova família e quais os defeitos que toleraremos melhor. Afinal, morar com uma família, é quase como um casamento, temos que procurar quais os defeitos que nos incomodam menos, ao invés de nos concentrarmos somente nos benefícios que teremos aqui. Benefícios são muito bons, mas em cada família é diferente. O sucesso na escolha da família se dá, não pelos benefícios, mas pela busca de afinidades e diferenças.
Mas, se voltamos ao nosso país, também voltamos mudados. Quando voltamos já não somos mais a mesma pessoa que partiu, somos outro alguém. Voltamos mudados porque já vivenciamos algo diferente e marcante em nossas vidas, e ninguém escapa disso. Voltamos um alguém com uma bagagem diferente, uma bagagem que pode ou não fazer sentido no momento, que pode ou não ser evidente, mas que está lá. E essa mudança, essa nova bagagem, vai nos transformar no indivíduo que seremos amanhã.
Qual a melhor opção? A escolha é nossa, e acabe a nós descobrir, mas com certeza será uma experiência marcante para todos que estejam dispostos a correr o risco. Será marcante de uma forma diferente para cada um. Será inesquecível, seja qual for o resultado final. Será a nossa vida, a nossa experiência, a nossa vivência. E isso ninguém pode tirar da gente.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A primeira impressão é a que fica

Como é engraçado a influência que a primeira impressão, o primeiro encontro, o primeiro contato, têm na gente.
Ainda hoje li o texto "Procura-se um amigo", por muitos atribuído a Vinícius de Moraes (apesar de não constar em nenhum de seus livros ou mesmo no site oficialmantido pela família), e estava lembrando da primeira vez que li este texto. Foi uma amiga que me escreveu e concluiu dizendo que tinha encontrado em mim esse amigo. Esse texto me traz boas lembranças, me traz ao pensamento todas as pessoas que conheço, que fazem parte da minha vida, e com as quais dividi e divido alguns dos momentos citados no texto. Tenho vários amigos e com cada um compartilho algo especial, algo único, algo que jamais será apagado.
Já uma grande amiga minha teve uma experiência completamente diferente. A associação que ela tem não é boa, pelo contrário. Esse texto foi deixado por alguém que tirou a própria vida, como uma nota de despedida. Pra ela o texto traz uma sensação de despero, uma morbidez que leva o indivíduo às últimas conseqüências...
Mas para mim o texto não deixa de ser bonito, de me fazer sentir bem pelos amigos que tenho, fazendo brotar um sorriso em meus olhos a lembrar de todos eles. Each and every one, each and every day.
E você, que associação faz?

SEIS MESES!!!

Seis meses aqui nesta terrinha de meu Deus. hehehe
O que posso dizer? Gosto muito daqui, me sinto muito querida e bem tratada. Gosto de dirigir por aqui e gosto das facilidades. Gosto de ser bem tratada quando vou em lojas e de estar sempre com a razão. Gosto de poder trocar um produto só porque quero, sem motivos maiores e sem chateação. Gosto de poder voltar na loja semanas depois e pedir reembolso de parte do valor do artigo porque agora está em oferta. Gosto até de abastecer o carro sozinha. Gosto de poder comprar o que quero na hora que quero. Gosto de tomar café no carro em copos que não derramam. Gosto de deitar na cama com meu laptop no colo, vendo TV e digitando meus textos pras aulas. Gosto de conhecer pessoas de outros países e de conhecer pessoas do meu próprio país. Gosto de perceber o quanto somos diferentes uns dos outros e o quanto somos parecidos. Gosto de ver o quanto nós, seres humanos, somos capazes. Gosto de me sentir parte deste grande globo que é a Terra.
Hoje li um texto que se chama "Império do mal - e superlegal" no Garotas que dizem ni e gostei muito. É engraçado como é fácil falar mal do país dos outros. Pimenta nos olhos dos outros é refresco... Realmente fico indignada quando alguém fala mal do meu país; portanto, quem sou eu pra falar mal do país dos outros? Com que cara posso eu apontar os defeitos dos outros se tenho em mim tantos defeitos que não quero ver apontados? Por acaso sou perfeita? Por acaso alguém o é?
Pensemos, portanto, antes de julgar. Quem se atreve a julgar sem ponderar precisa estar preparado para arcar com as conseqüências... Ou ao menos ser um bocado eloqüente...

terça-feira, 6 de junho de 2006

Justiça X Injustiça

O que é justo ou injusto?

Quem decide isso? Nós? Deus? Buda? Uma força maior?
Não sei responder, talvez porque não exista uma verdade absoluta nesse sentido. Só sei que muitas vezes nos sentimos injustiçados. Hoje li num blog de uma colega au pair que um garoto de 21 anos que ela conhecia morreu de câncer. É muito triste pensar que para alguns a vida termina tão cedo e de forma tão estranha. Também já perdi algumas pessoas na vida. Algumas se foram cedo demais, por doenças ou simplesmente porque a vida decidiu que era a hora delas, sei lá. Sinto muita falta dessas pessoas, e penso muito nelas. Às vezes me pego pensando que é injusto alguém perder a vida tão cedo, mas o fato é que nunca é justo. Nunca parece a hora certa para se perder a vida. É tão confuso, porque dizer que não era a hora parece querer dizer que existe uma hora pra isso. E existe? Se existe, como saber? Como podemos afirmar que não era a hora? Não sei... Acho melhor parar por aqui. Estou começando a ficar meio down...

quinta-feira, 13 de abril de 2006

O começo do começo...

De alguma forma as coisas tinham que começar...
Nasci às onze horas e vinte minutos da manhã do dia oito de março, pesando três quilos e alguma coisa (não se sabe mais ao certo se 325 ou 235 gramas) e com 50 cm, um bebê bem normal.
Cumpri todas as minhas metas de bebê e criança, engatinhei, andei, falei, enfim, fui uma criança até bem normal. Única filha da minha mãe (tadinha, traumatizou...) mas com seis irmãos por parte de pai, posso dizer que tenho as vantagens e desvantagens dos dois lados, como filha única e como irmã.
Tenho alguns primos e primas, tios e tias, enfim, nada muito diferente de todo mundo, apenas não tenho avô, nem paterno nem materno, mas tive um materno que ainda hoje tem um lugar muito especial no meu coração, e sempre estará presente nas minhas lembranças mais gostosas.
Ainda não tenho filhos mas a idéia me atrai muito desde sempre.
Já fiz muitas coisas, tomei muitos caminhos, mudei muito de direção. Como dizia meu vô, sou de lua, nunca fico muito tempo numa forma, preciso de mudança. E sempre tive o apoio incondicional de uma amiga-mãezona que sempre está do meu lado, por mais que a geografia insista em nos contradizer.
Comecei este blog, que não foi o primeiro mas que, espero, será mantido por muito tempo, por diversos motivos. Um foi a minha decisão de morar fora do país por uns tempos, aprendendo um novo jeito de viver, convivendo com novas pessoas e conhecendo novos horizontes, e outro foi minha paixão pela escrita, que nasceu no dia que aprendi a escrever. Estranho como ainda lembro o quanto eu adorava escrever no prézinho, e o quanto sempre gostei de aprender novas palavras, sempre muito crítica com meus erros, sempre buscando a perfeição. Hoje, convivendo diariamente com outra língua e sem estudar Língua Portuguesa por mais de dez anos, vejo o quanto minha capacidade está reduzida e o quanto gostaria de poder estudar mais esse tópico que tanto me encanta.
Estou vivenciando coisas que não teria como se estivesse no meu país, meu inglês está muito melhor, estou mais confiante e muito feliz com isso. Mas ainda tenho um longo caminho, e aqui neste bloguinho espero deixar registrado tudo isso.
Divirta-se com a leitura, se tiver paciência, ou somente navegue pelos tópicos que julgar mais interessantes. Bom proveito!
(Texto adicionado no dia 08 de fevereiro de 2007)