quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Oito pontos

Este ano fui contratada pra fazer um trabalho com crianças no dia das crianças. Um supermercado contratou várias pessoas pra distrair e divertir a criançada. Meu papel era fazer pintura (ou tatuagem) nas crianças.
Fiz vários desenhos nas crianças: borboletas, flores, corações, carrinho Fusca, carrinho Hotweels, borboletas, Hello Kitty, coelhinho, borboletas, flores, palhaço, jacaré, borboletas, símbolo do Flamengo (copiei da bermuda do menino, e modéstia a parte ficou super dez!), borboleta, escorpião (fala sério!), libélula, borboleta, flor, barquinho, peixinho (inclusive o Nemo), tubarão, elefante, símbolo do Batman, máscara do Homem Aranha, teias de aranha, aranhas, borboletas, e... deixa eu pensar... ah! claro, e borboletas. Eu falei que eu fiz borboletas? Foi bem divertido, apesar de eu não poder ver outra borboleta na minha frente por um bom tempo. hehehe
Eu andava pensando em fazer uma tatuagem de borboleta, mas uma que não parecesse de cara que fosse borboleta, uma bem diferente. Minha amiga tinha sugerido um grilo, já que eu não queria que parecesse uma borboleta. Mas agora nem posso mais ver borboleta pela frente, de tanto que desenhei elas nas crianças.
Bom, isso era de quinta a segunda, e a gente tinha que colocar o que a gente precisava (no meu caso: uma mesa, duas cadeiras, um espelho, e o material de pintura: tinta, água e papel toalha) no local designado da praça de alimentação e, no fim do dia, guardar tudo numa salinha. No domingo a gente estava com menos gente lá e eu fui carregar o espelho sozinha. Claro que a anta disse que não precisava de ajuda. hehehe Na verdade isso foi muito bom, já que muito mais gente poderia ter se machucado. O espelho se soltou do suporte e caiu cortando meu braço. Se estivéssemos em duas pessoas carregando o dito cujo, provavelmente o espelho cairia nos pés, mas como eu estava sozinha, só pegou o braço.
Levei sorte, porque pela inclinação do meu braço acabou não atingindo nenhum nervo nem nada, pegou só a "carninha" e empurrou pro lado. Não ficou nada bonito, ficou um buraco que parecia que faltava um pedaço, mas estava tudo lá, apertadinho pro lado, e a médica conseguiu puxar tudo de volta pra dar os pontos. Foram oito pontos, no total, pouco mais de 4 centímetros.
Agora imagina eu, com uma roupa toda colorida (vestido listrado verde e branco, blusa vermelha por baixo, meia-calça vermelha, maquiagem no rosto, coração desenhado na testa, duas chiquinhas com tirinhas rosa felpudas, tiara vermelha com mãozinhas espetadas pra cima) e nariz de palhaço descendo da ambulância e entrando pela emergência do hospital. Comédia pura! Precisava ver a cara das duas médicas e da enfermeira quando eu falei que o corte combinava com a minha blusa vermelha. É que ela deu um ponto bem no meio pra juntar e ficou parecendo um laço vermelho. Combinava. hehehe
Minha mãe agora fala que minha tatuagem já está começada, já tem o corpo, agora é só pedir pro Maurício (tatuador) pra "ligar os pontos" e fazer as asas. huahuahuahau
Brincadeiras a parte, preciso parar. Meu braço direito ainda incomoda bastante e digitar com a mão esquerda é bem cansativo. hehehe

terça-feira, 28 de abril de 2009

3 anos

Nossa, já estamos comemorando 3 anos de blog. O primeiro post do blog foi no dia 13 de abril de 2006. Como o tempo voa! E eu que pensava que só iria escrever por uns poucos meses e parar.
Bom, feliz aniversário, bloguinho!

domingo, 8 de março de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vida e Morte

A morte sempre chega. Mais cedo ou mais tarde.
Mas o que a gente faz? Como reagir?
Para morrer basta estarmos vivos. Mas a gente sempre espera que ela, a morte, nos dê uns instantes a mais...
Descanse em paz, vó Marina.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

I'm a teacher!

É isso mesmo, agora sou professora de inglês. Finalmente.
Hoje dei uma aula demonstrativa para os futuros alunos. As aulas mesmo começam no dia 2 de março, então por enquanto ainda estamos fazendo placement tests pra ver em que turma eles se encaixam e dando aulas demonstrativas para que conheçam o método.
Um método super bacana, diga-se de passagem. Passei dias na sede em Balneário Camboriú treinando e aprendendo bem como trabalhar com o método deles. Muito legal. Aliás, pras turmas de adolescentes e crianças o material é todo digital. Tem um quadro super interativo e uma caneta (a "caneta mágica") que escreve, muda as páginas, faz enotações, enfim, muito dez mesmo. Me deu uma vontade de fazer aula com aquele quadro que nem te conto.
Mas o material pros adultos também é legal. Eles trabalham com diversos jogos, filmes, músicas e aulas de culinária, que fazem parte do currículo do curso. Muito legal. Amei mesmo!
Mesmo que eu não fosse dar aulas lá eu indicaria.
Eles até têm um curso que é voltado pra quem vai viajar pro exterior, com aulas específicas do que fazer quando se chega no aeroporto, como tirar passaporte, como fazer entrevista de visto e todas essas coisinhas que a gente precisa pra viajar. Se eu tivesse visto isso antes de ser au pair, teria me ajudado um monte.
Enfim, eu visto a camisa mesmo, e com muito gosto. Rockfeller é show de bola!
We will rock you!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Onde vão as pilhas?

Engraçado como as crianças de hoje esperam que os brinquedos "façam" alguma coisa. Como se essa fosse a regra geral. A pequena que eu cuidava nos EUA sempre falava, ao ver um brinquedo novo numa loja: "e o que ele faz?" Como lá eles têm muitos brinquedos que ao apertar de um botão falam, cantam, e até dançam, ela sempre esperava que fizessem algo. Não entendam mal, ela nem brincava tanto com brinquedos eletrônicos, apesar de os ter aos montes, era mais uma coisa de ver na loja e esperar que algo acontecesse. Em casa sempre brincamos muito de bonecas, Barbies e Polly Pockets, e também com pôneis (Meu Pequeno Pônei), bichinhos de pelúcia, e muitos quebra-cabeças. Mas quando a gente passava por uma loja e ela via um brinquedo novo na vitrine, não tinha jeito, lá vinha ela com a famosa frase: "posso apertar?" E se a gente não achasse um botão ela falava: "mas o que ele faz então?"
Pois é, brinquedo que nada faz é coisa de antigamente.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Feliz 2009

E o ano já começa com uma grande mudança, ao menos para os falantes da língua portuguesa. Eu estou completamente perdida, após passar mais de dois anos vivendo em terras congelantes e de voltar com um português super precário.
Pra quem quer entender melhor tudo isso vale pesquisar um pouco, mas pra quem só quer se divertir, esta crônica diretamente do Iglu é ótima!
E que 2009 traga a todos muitas realizações, muitas alegrias, muita saúde e muito amor.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Snow!

Pois então, estava cá eu preocupada que não veria neve antes de partir. A gente até teve neve há uns dias, mas foi tão pouquinho que nem conta.
Pois hoje o telefone toca às 5h30 da manhã. Eu só lembro de levantar a cabeça, sonolenta, e perguntar quem diabos estava ligando assim tão cedo. Era a escola das crianças, ou melhor, uma mensagem automática enviada pela escola pra dizer que não teria aula hoje. Tranqüilo, eles ficam em casa, por causa da neve, eu entendo. Só tem um problema: cadê a neve? O tempo tava feio, meio fechado, bem cara de inverno, mas nada de neve. Nem neve, nem vento, nem chuva, nada.
Pior de tudo foi ver que cancelaam a minha aula de hoje também! E nada de neve! Não que eu queira tanto assim ir pra aula hoje, pois estou bem cansadinha de empacotar minhas coisas, mas é que hoje eu teria prova de psicologia. Quer saber da maior? A prova foi transferida pra segunda-feira. Ops. Peraí. Para tudo! Segunda-feira eu estarei no Brazil, prontinha pra ver a família. Como é que eu faço a prova na segunda se não vou mais estar por aqui?
Mandei e-mail pro professor e ainda estou aguardando resposta.
Mas pelo menos começou a nevar pelas 11 da manhã. Só o que me faltava ficar presa em casa sem neve.
Tá, segundo problema: o caminhão que vai levar minhas caixas pro porto pra despachar pro Brasil era pra vir hoje à tarde, antes das 5h. Agora são 4h55 e nada de caminhão. E nevou tanto nessas poucas horas que a host levou o triplo do tempo pra chegar do serviço. E não dá pra destinguir onde é grama e onde é a entrada da casa, aliás, tá um desastre lá fora.
Agora tô eu aqui tentado decidir se ligo ou não pra empresa do caminhão.
Quer outro problema? O vôo do hostdad foi cancelado. Meu vôo é só domingo, mas a previsão é ter outra nevasca poderosa assim no domingo. Será que meu vôo sai?
Paciência. Aqui fico eu a esperar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Concentração

Adivinha como começou meu dia?
Bom, vamos por partes, pra não assustar.
Temos uma nova Au Pair (AP) na casa. Como volto pro Brasil em duas semanas e preciso de tempo pra empacotar minhas coisas e estudar, decidimos (adianta dizer que não?) que eu não iria trabalhar nestas duas semanas, podendo usar meu tempo livre pro que quiser. Preferiria trabalhar e ter uma graninha a mais, mas a gente não pode ter tudo na vida, não é mesmo?
Pois bem. Hoje, primeiro dia sem trabalhar, o que acontece? O carro quebra. Pois é, o carro usado pela au pair (e por mim!), um Mercury Sable 1995, aparenta ter dado seu último suspiro no dia de hoje.
Assim que a AP ligou o carro pra esquentar (no frio tem que ligar o carro meia hora antes de sair de casa) ele começou a dar sinais de que iria pifar. Morreu, depois o freio meio que falhou, depois começou a chacoalhar todo. Tentamos ligar mais algumas vezes, mas daí acho que acabamos por engasgar o motor.
Tá, tudo bem, sem problemas, mas... como é que a gente leva as crianças pra escola sem carro? Andando? É longe pra burro. Não dá.
Ligamos pra Alma Caridosa, mãe de uma coleguinha, e ela veio buscar as crianças aqui e levá-las na escola.
Passei a manhã pesquisando na internet respostas para o que tinha acontecido e tentando acalmar minha host pelo telefone. Perto da hora do almoço fui tentar ligar o carro de novo. Nada. A Host já me avisou que eles não têm dinheiro agora pra mandar arrumar, e que se o carro pifou a gente vai ter que ficar sem o terceiro carro. Como assim sem o terceiro carro? Como é que eu vou pra aula? E as crianças? Os maiores podem pegar ônibus escolar, mas a Pequena não, vai ter que parar de ir pra escolinha (ela freqüenta o pré 3 tardes por semana). E o que eu vou fazer trancada o dia todo em casa nessas duas semanas que eu tenho, supostamente, pra fazer o que eu quiser?
A Alma Caridosa, mãe da Coleguinha, fica de ir buscar as crianças na escola e trazê-las pra cá. Ótimo.
Enfim, resolvi ligar pra HP pra reclamar do meu laptop que tava com problemas. Fico até duas e meia da tarde no telefone e no chat online da empresa e nada de resolverem. Vou ter que devolver, porque consertar vai demorar e eu nem receberia de volta antes de ir pro Brasil. Tudo bem, meu laptop antigo ainda funciona, vou ficar com ele mesmo.
Tá, às duas e meia resolvo tomar um banho, pra ver se refresco a cuca.
A Alma Caridosa que foi buscar as crianças me liga dizendo que vai levá-los pra casa dela pra brincarem por uma meia hora, depois ela despacha eles aqui. Tá, tudo bem. Aviso a nova AP.
Tento me concentrar pra fazer o trabalho de fotografia (atrasado, era pra semana passada) mas minha cabeça tá cheia de preocupações.
Nisso liga a Vizinha, mãe da outra coleguinha, no meu celular querendo agendar playdate. Ela sabe que a gente tem outra au pair, mas prefere ligar pra mim. Acerto tudo e aviso a AP.
Tento me concentrar novamente.
As crianças chegam e começa a correria pela casa.
Logo alguém bate na minha porta. É a Coleguinha, filha da Alma Caridosa, que vai passar a tarde aqui. Queria só dar oi. Ela é uma fofa, bem querida, mas justo hoje que minha cabeça tá estourando e eu preciso me concentrar, nem foi um bom dia.
Novamente alguém bate. A AP querendo saber se a Alma Caridosa pode trazer a Filha Mais Velha que quer brincar com a nossa Do Meio. Falo que não dá, a Do Meio tem playdate com a Filha da Vizinha hoje, mas que a Filha Mais Velha pode vir brincar com as outras crianças. Aproveito e dou os telefones da Alma Caridosa e da Vizinha pra AP.
Novas batidas. A Do Meio perguntando se a AP está aqui.
Novas batidas. O Menino perguntando se ele pode ecrever as palavras da tarefa em ordem alfabética na agenda. Falo que é pra fazer no caderno, mas claro que ele esqueceu novamente o caderno na escola. Falo pra perguntar pra AP e ele me comunica que foi ela que mandou ele vir falar comigo. "Pode. Escreve onde achar melhor: na agenda, numa folha solta, não faz diferença." E lá se vai ele.
O Cachorro começa a latir desesperado. Late como se o mundo fosse acabar. Mas também escuto um outro latido, abafado, meio estranho, vinho do corredor. Abro a porta e dou de cara com a Pequena de quatro latindo pra Cachorro. Mando a Pequena parar e vou checar onde está a AP, que deveria ter controlado a situação. Ela está lá fora se despedindo da Vizinha que veio buscar a Do Meio.
Volto pro quarto e toca o telefone. Dessa vez não atendo. Vi que era a Alma Caridosa, mas deixei pra AP atender.
Começo a escrever e recebo uma mensagem de texto da Host perguntando se o Marido já chegou em casa, que ele ficou de chegar mais cedo (por causa do carro quebrado). Respondo que não, mas vou checar, só pra garantir.
É, realmente ele não chegou ainda.
E agora já são 5h25 e eu ainda não fiz a porcaria do trabalho.
Agora me diz: tenho ou não o direito dereclamar? Cadê o meu dia livre pra fazer o que eu bem entender? Cadê a minha paz? Cadê o carro pra eu poder, ao menos, sair da casa e poder fazer meus trabalhos sem ser interrompida?
Fala sério... hoje o dia não tá evoluindo.

sábado, 29 de novembro de 2008

It is hard to believe

We need to be strong, we know that, but how? How can someone accept all the bad things that happen? How can someone accept without fully understanding what is going on?
All the rain, the mud all over, the flood, all so unfair, so cruel.
My mom is there. She is living in one of the cities where lots of people are suffering. Where people are losing house, family, friends, everything.
People have no water, sometimes no electricity, no food.
Counting: 110 dead, 78000 homeless, 1.5 million people affected. And that's only in Santa Catarina, only in one state.
It looks like war. Pictures of destruction, mud everywhere, sadness.
We just need to pray and hope for this to be over soon.