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domingo, 4 de janeiro de 2009

Feliz 2009

E o ano já começa com uma grande mudança, ao menos para os falantes da língua portuguesa. Eu estou completamente perdida, após passar mais de dois anos vivendo em terras congelantes e de voltar com um português super precário.
Pra quem quer entender melhor tudo isso vale pesquisar um pouco, mas pra quem só quer se divertir, esta crônica diretamente do Iglu é ótima!
E que 2009 traga a todos muitas realizações, muitas alegrias, muita saúde e muito amor.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Snow!

Pois então, estava cá eu preocupada que não veria neve antes de partir. A gente até teve neve há uns dias, mas foi tão pouquinho que nem conta.
Pois hoje o telefone toca às 5h30 da manhã. Eu só lembro de levantar a cabeça, sonolenta, e perguntar quem diabos estava ligando assim tão cedo. Era a escola das crianças, ou melhor, uma mensagem automática enviada pela escola pra dizer que não teria aula hoje. Tranqüilo, eles ficam em casa, por causa da neve, eu entendo. Só tem um problema: cadê a neve? O tempo tava feio, meio fechado, bem cara de inverno, mas nada de neve. Nem neve, nem vento, nem chuva, nada.
Pior de tudo foi ver que cancelaam a minha aula de hoje também! E nada de neve! Não que eu queira tanto assim ir pra aula hoje, pois estou bem cansadinha de empacotar minhas coisas, mas é que hoje eu teria prova de psicologia. Quer saber da maior? A prova foi transferida pra segunda-feira. Ops. Peraí. Para tudo! Segunda-feira eu estarei no Brazil, prontinha pra ver a família. Como é que eu faço a prova na segunda se não vou mais estar por aqui?
Mandei e-mail pro professor e ainda estou aguardando resposta.
Mas pelo menos começou a nevar pelas 11 da manhã. Só o que me faltava ficar presa em casa sem neve.
Tá, segundo problema: o caminhão que vai levar minhas caixas pro porto pra despachar pro Brasil era pra vir hoje à tarde, antes das 5h. Agora são 4h55 e nada de caminhão. E nevou tanto nessas poucas horas que a host levou o triplo do tempo pra chegar do serviço. E não dá pra destinguir onde é grama e onde é a entrada da casa, aliás, tá um desastre lá fora.
Agora tô eu aqui tentado decidir se ligo ou não pra empresa do caminhão.
Quer outro problema? O vôo do hostdad foi cancelado. Meu vôo é só domingo, mas a previsão é ter outra nevasca poderosa assim no domingo. Será que meu vôo sai?
Paciência. Aqui fico eu a esperar.

domingo, 19 de outubro de 2008

Demos a notícia

Hoje contamos pras crianças que eu volto pro Brasil no final do ano.
No começo eles ficaram pasmos, sem saber como reagir, depois começaram a chorar. Tadinhos. O Jake e a Livy choraram tanto. Fiquei com uma dor no coração de vê-los chorar. Mas fui forte e nem chorei, viu mãe. Me mantive com um sorriso no rosto, mesmo chorando por dentro. Eles precisavam ver que nós, os adultos, estávamos levando isso numa boa, e que não era o fim do mundo, porque senão os coitadinhos iriam chorar sem parar. Tínhamos decidido que nós 3 não choraríamos, pra não tornar as coisas mais difíceis pras crianças.
Também tínhamos decidido não contar cedo demais, mas dar tempo pra eles se acostumarem com a idéia. Por isso escolhemos hoje, assim eles vão ter 9 semanas até a minha partida. E assim, eles vão poder ajudar na escolha da nova au pair.
Meu hosts vão usar a au pair care, e vão começar a entrevistar condidatas. Acredito que qualquer pessoa que pegue a minha família vai ser muito feliz aqui. Eles sempre fazem o possível e o impossível pra que a gente se sinta bem, e as crianças são adoráveis. Amo meus pequenos! Lembro que quando cheguei na casa deles uma das primeiras coisas que eles fizeram foi pesquisar coisas na cidade pra mim e me levar pra conhecer os caminhos dos pontos mais importantes: biblioteca, shopping, supermercado, target, enfim.
Bom, só espero que a nova au pair ame minhas kids tanto quanto eu amo, porque eles merecem.

sábado, 18 de outubro de 2008

65 dias

Contagem regressiva pra volta ao Brasil.
Já estou aqui nos Estados Unidos há dois anos, um mês e vinte e sete dias. O que mudou? O que se passou nesses dois anos?
Pra começar, já morei com 2 famílias diferentes, em 4 casas diferentes, em 4 estados com climas diferentes e em 4 cidades completamente diferentes. Já levei crianças pra 6 escolas diferentes e já estudei em 2 faculdades diferentes. Conhecei pessoas de diversos países, fiz amizades com pessoas do México, da França, da Bósnia, entre outros. Já tive 17 professores diferentes e minhas crianças já tiveram 12 professores diferentes. Já participei de dois jantares de ação de graças, 2 comemorações de natal, 2 viradas de ano e 2 halloweens. Já comemorei 2 aniversários e já participei de outros 11 aniversários na família. Ainda vou participar de mais 1 jantar de ação de graças, 1 halloween, e 1 aniversário.
Aff... quantos números!!!
Mas o mais importante é que tudo que vivi aqui valeu muito. Aprendi muito, cresci muito, e sinto que realizei o que queria. Meu objetivo era aprimorar o inglês e conhecer uma nova cultura, e posso dizer que volto com o sentimento de dever cumprido. E mais: ainda volto com um diploma, meu Associate Degree que vou completar no final desse ano.
Quando cheguei aqui era super insegura do meu inglês, mas hoje, mesmo cometendo erros, me sinto muito mais confiante. No Brasil eu jamais havia sequer lido um livro em inglês. Achava que seria muito difícil. Hoje leio qualquer coisa que você colocar na minha frente, nada me intimida mais, especialmente depois de ler Homero e poesias do século passado, com seus extintos thy and thee. Assisto filmes sem me debater e compreendo letras de música sem problemas.
Fora isso, também ganhei mais confiança em mim mesma. É estranho, mas quando a gente enfrenta problemas estando tão longe de tudo que nos é familiar é que vemos o quanto somos capazes.
Eu quero. Eu posso. Eu consigo.
O futuro? Quem é que sabe o que o futuro nos reserva? É esperar e ver.

domingo, 5 de outubro de 2008

78 dias

78 dias para estar novamente em solo brasileiro.
Na real não sei se estou triste ou contente... Acho que é uma soma dos dois.
Estou triste de deixar minhas crianças e essa família que tanto me apoiou e me ajudou. Mas também estou muito feliz de voltar.
Tenho saudade não só da minha família e dos meus amigos, mas da minha terra, da minha cidade, das ruas de Curitiba, dos bares, do clima, de tudo.
Volto com o sentimento de dever cumprido, e isso é que importa. Vim pra melhorar meu inglês e acabei ganhando muito mais que isso. Ganhei confiança em mim mesma, no meu poder de luta. Acredito aora que sou mais forte que pensava ser. Quero, posso, consigo. É assim que vejo agora. Me conheço muito melhor, e sinto que é chegada a hora de partir pra uma nova luta.
É isso. Estou voltando. Me aguardem.

sábado, 4 de outubro de 2008

Home (Chris Daughtry) no YouTube

Pra quem não conhece a música, é só clicar aqui: Home (Chris Daughtry).

domingo, 21 de setembro de 2008

Home (Chris Daughtry)

I'm staring out into the night,
Estou olhando pra noite,
Trying to hide the pain.
Tentando esconder a dor.
I'm going to the place where love
Estou voltando para o lugar onde amor
And feeling good don't ever cost a thing.
E sentir-se bem nunca custam nada.
And the pain you feel's a different kind of pain.
E a dor que você sente é um tipo de dor diferente.
I'm going home,
Estou indo pra casa,
Back to the place where I belong,
Voltando para o lugar onde eu pertenço
And where your love has always been enough for me.
E onde o seu amor sempre foi o bastante para mim.
I'm not running from,
Não estou fugindo,
No, I think you got me all wrong.
Não, acho que você me entendeu mal.
I don't regret this life I chose for me.
Eu não me arrependo da vida que escolhi para mim.
But these places and these faces are getting old,
Mas estes lugares e estes rostos estão ficando batidos,
So I'm going home.
Então estou indo pra casa.
Well I'm going home.
Bom, estou indo pra casa.
The miles are getting longer, it seems,
As milhas estão ficando mais distantes, parece,
The closer I get to you.
Quanto mais me aproximo de você.
I've not always been the best man or friend for you.
Eu não fui sempre o melhor homem ou amigo pra você.
But your love remain true and I don't know why.
Mas o seu amor permanece verdadeiro e eu não sei porquê.
You always seem to give me another try.
Você sempre parece me dar outra chance.
So I'm going home,
Então estou indo pra casa,
Back to the place where I belong,
Voltando para o lugar onde eu pertenço.
And where your love has always been enough for me.
E onde seu amor sempre foi o bastante para mim.
I'm not running from,
Não estou fugindo,
No, I think you got me all wrong.
Não, acho que você me entendeu mal.
I don't regret this life I chose for me.
Eu não me arrependo da vida que escolhi para mim.
But these places and these faces are getting old,
Mas estes lugares e estes rostos estão ficando batidos,
So I'm going home.
Então estou indo pra casa.
I'm going home.
Estou indo pra casa.
Be careful what you wish for,
Cuidado com o que você deseja,
'Cause you just might get it all.
Porque você pode conseguir tudo.
You just might get it all,
Você pode conseguir tudo,
And then some you don't want.
E mais aquilo que você nem quer.
Be careful what you wish for,
Cuidado com o que você deseja,
'Cause you just might get it all.
Porque você pode conseguir tudo.
You just might get it all, yeah.
Você pode conseguir tudo, sim.
So I'm going home,
Então estou indo pra casa,
Back to the place where I belong,
Voltando para o lugar onde eu pertenço.
And where your love has always been enough for me.
E onde seu amor sempre foi o bastante para mim.
I'm not running from,
Não estou fugindo,
No, I think you got me all wrong.
Não, acho que você me entendeu mal.
I don't regret this life I chose for me.
Eu não me arrependo da vida que escolhi para mim.
But these places and these faces are getting old,
Mas estes lugares e estes rostos estão ficando batidos,
So I'm going home.
Então estou indo pra casa.
I'm going home.
Estou indo pra casa.
...
É isso... estou voltando pra casa. De vez!
Good luck for me, I guess.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Atualidades...

Agora estou morando pertinho de New York City. Mudei de cidade, de faculdade, de tudo.
Minha mãe já voltou ao Brasil, e agora é levar a vida. Conhecer uma cidade nova, descobrir onde fica a biblioteca, o Starbucks, o Target. Fazer novos amigos e trilhar novos caminhos.
E com você, o que mudou?
;)

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fourteen days... e muitas mudanças

Em 14 dias minha mãezinha estará aqui!!! Isso mesmo, ela finalmente virá. Não me agüento de felicidade. Depois de mais de um ano vivendo em terra estrangeira, já tendo viajado pro Brasil duas vezes pra visitar, agora é a vez dela vir me visitar. E não poderia ser em melhor hora, porque ela vai poder conhecer a casa aqui no Kansas e a minha futura casa em NY!
Ah, pois é. Nem sei se já mencionei aqui, mas a minha host family vai mudar pro estado de NY, pra uma cidade chamada Montebello, bem fofinha, que fica a 50 minutos de Manhattan, e eu vou mudar junto, claro. A nova casa é bem legal, cheia de desníveis, muito massa. O legal é que as meninas não vão mais dividir quarto.
Voltando ao assunto: ela, minha mãe, vem antes do Natal, e a gente se muda entre Natal e Ano Novo. Então minha mãe vai conhecer minha atual e minha futura casa, e também minha atual e minha futura faculdade. Tô louca de ansiedade! Quero levar minha mãe pra conhecer cada cantinho pelo qual eu já passei aqui. E também estou super feliz porque vamos viajar juntas por duas semanas!!! Ai, nem acredito!
Agora tenho que continuar com as tarefas, hehehehe, senão...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Eu amo o outono!!!

Fala sério! Eu amo o outono!!!

Os dias são frios, mas ensolarados. As pessoas andam mais elegantes, com seus casacos de frio. Não se vê pessoas suando, nojentas, grudentas, andando pelas ruas. As pessoas parecem todas felizes. O frio ainda é suportável (essa madrugada vai fazer 0 graus, então ainda não está tão frio). As ruas estão todas coloridas: árvores amarelas, alaranjadas, e vermelhas! Folhas secas pelo chão, quintais verdinhos e esquilos (ainda) correndo para estocar nozes.
Essa é a minha estação do ano preferida!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Preschool!

Essa semana tivemos o primeiro dia de escolinha da Grace. Ela agora é uma preschooler! Isso significa que duas vezes por semana, por duas horas e quinze minutos por dia, ela fica na escolinha brincando com outras crianças.
Isso vai ser muito bom pra ela. Ela precisa aprender a brincar com crianças da idade dela, e também a dividir os brinquedos e ver que nem sempre ela pode mandar na brincadeira. Ela também vai aprender a ouvir e a obedecer. Acho que ela sabe tudo isso, e nem tenho dificuldades com isso, mas também é bom que seja uma pessoa de fora falando tudo isso pra ela. Sei lá.
Bom, no primeiro dia a gente deixou ela só por meia hora lá, mas a gente ficou junto (os pais dela e eu). É engraçado... até chorei com o livrinho que a professora leu: Kissin Hand. É a história de um racoon indo pro primeiro dia na escolinha. Muito lindinha a história. Mas acho que chorei mesmo porque vi a minha menininha toda crescida, sentada na rodinha, com os coleguinhas e a professora.
No segundo dia deixamos ela lá por uma hora e depois voltamos pra buscá-la. Ela tava toda enturmada, quase que nem queria vir embora.
A Tina e eu ficamos comentando que queríamos que ela agarra-se nossas pernas e dissesse: "Não, eu não quero ficar aqui!! Me leva pra casa!!!"
Tá, no fundo não queríamos isso, pois sabemos que é melhor pra ela ficar lá sem sofrer, mas e o nosso sofrimento, onde fica? Puxa... doeu um bocado saber que agora ela não é só minha, que agora ela vai ter o mundinho dela...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Estar ou não estar...

Ontem estava conversando com a minha host sobre escolhas e rematch. Ela me disse que quando estava na EF não via tantos casos de rematch, e que acha que tem muito mais pela AuPairCare. Se isso é real ou se é só porque eu comento com ela sobre todos os casos de rematch de que tenho notícia, não faço idéia, mas foi essa nossa conversa. Isso me fez pensar sobre o assunto.
Antes da gente vir pra cá, ficamos tentando imaginar como será, e acabamos fantasiando milhões de coisas. Queremos achar a família perfeita, ter um carrão lindo só pra nós, poder sair sem ter horário pra voltar, ter todos os finais de semana livres, um quarto gigante numa parte afastada da casa pra nem ver ninguém nos horários de folga, um banheiro só pra gente, TV e DVD no quarto, computador disponível (de preferência no quarto) e com internet, telefone no quarto, crianças boazinhas, muito tempo livre, e por aí vai. Tudo isso é muito bom, mas qual é a realidade? Algumas meninas têm tudo isso, outras não. Mas nada disso garante que o nosso ano será feliz aqui.
O que acontece, muitas vezes, é que as expectativas são tão grandes que acabamos nos desapontando depois. Esse desapontamento pode levar a gente a acreditar que a família não é tudo aquilo que pensávamos, e isso pode levar a um desentendimento tão grande que irá resultar em rematch. Não tiro a culpa da família, de jeito nenhum, apenas estou focando o lado de au pair, por ser aquele no qual me encontro. Porque eles, as famílias, enquanto esperam por nós, também criam muitas expectativas que, depois, se não alcançadas, levarão ao rematch. Mas então qual a solução?
É muito difícil saber exatamente pois não há fórmula mágica (como disse a Ana Paula no blog dela). Pensamos que será fácil chegar aqui e já cuidar das crianças e viver nossa vida como se nada tivesse mudado. Que teremos crianças que serão adoráveis 100% do tempo. Crianças que não brigarão nunca, não farão birra, não baterão o pé pra nada. Mas a realidade é outra, e mesmo criança boazinha tem seus dias de capeta.
Primeiro vamos pro treinamento em NY, que é só festa, só diversão, e pensamos que tudo será lindo e maravilhoso aqui no país das oportunidades. Passeamos um monte e conhecemos pessoas de diversos países. Dividimos quarto e cama com completos estranhos e já no segundo dia parece que nos conhecemos a vida toda. Mas daí chega o dia da partida. A gente já acorda diferente, muito abraço, muito choro, muitas promessas de telefonemas e emails. A insegurança toma conta e sentimos um frio na barriga só de pensar que dentro de poucas horas veremos nossa nova família. É emocionante e assustador ao mesmo tempo.
Quando chegamos na casa da família nos encantamos olhando a casa. Queremos logo conhecer cada canto, saber o que se esconde por trás de cada porta. Olhamos pra mesa e já nos imaginamos tomando o café da manhã com a família toda, comendo panquecas e rindo muito, como nos filmes. Geralmente nosso quarto é o último do tour, e ficamos muito contentes olhando praquele quarto decoradinho especialmente para nós, com uma cama arrumadinha e aconchegante. Queremos logo começar nossa vida aqui.
Mas então amanhece. É a manhã do primeiro dia com a família. Quando abrimos os olhos um misto de felicidade e estranhamento toma conta. Não reconhecemos nada, nem nosso travesseiro, nem nossa cama, nem a posição dos móveis no quarto. Mas estamos contentes por estar aqui e sabemos que tudo vai se ajeitar, que tudo ficará bem, de um jeito ou de outro.
As primeiras semanas são as mais difíceis. É tudo diferente. E nos damos conta que não temos mais nossos amigos de toda uma vida, não temos mais nossa família pra implicar no almoço de domingo, e não temos mais nossas "lembranças". Verdade que trouxemos alguns ítens pessoais, mas, como temos limite de bagagem, não conseguimos trazer as "recordações" de toda uma vida vivida. E, é aí, que bate a saudade.
Eu diria que essa saudade, essa vontade incontrolável de chorar que muitos sentem, é apenas uma reação natural do ser humano. É muito difícil lidar com a perda, e uma mudança como a nossa, onde a gente larga tudo (mesmo que temporariamente) pra viver uma aventura, é uma sensação de perda muito grande. Li um artigo que comparava os diversos tipos de perda e sua consequência para o indivíduo, e uma mudança de um lugar para outro completamente diferente (como no nosso caso) foi apontada como sendo tão estressante quanto divórcio ou morte de parente próximo. Realmente é uma mudança drástica, e o corpo apenas tenta lidar com algo que não estava acostumado. A gente pensa que sabe o que vai encontrar, mas acaba sendo muito mais difícil. Quando a gente dá sorte de parar numa boa família, que nos compreende e nos apóia, ótimo. As coisas acabam sendo mais fáceis, e a gente vai se adaptando, aos poucos, como um bebê que aprende a engatinhar, depois a andar e a correr. E a vida segue, sem muitos obstáculos, e fica a cada dia mais fácil. Mas e se a família não nos compreende, e se a família não nos apóia e nos conforta? O que fazemos então? Então aprendemos a ser fortes por nós mesmos. Aprendemos, na marra, que a vida é feita de altos e baixos e que precisamos estar preparados para levantar depois do tombo, sacudir a poeira e dar a volta por cima. É fácil? Não, claro que não. Mas é possível? Com certeza. Somos muito mais fortes do que imaginamos, e muito mais capazes do que jamais poderemos imaginar. E então seguimos ao próximo passo, à uma nova etapa de nossas vidas.
Para alguns esse passo é o rematch, para outros é a volta para casa. Nenhuma dessas opções é fácil de se tomar, mas são as que temos em mãos. A vida nos dá cartas para jogar, e cabe a nós decidir o que faremos com elas. Qual é a melhor opção? Vai depender de quem a toma, é algo individual, portanto ninguém pode saber melhor que a gente qual seria a melhor opção. Mas ela será decisiva para o nosso crescimento, seja ela qual for. É apenas mais uma etapa de nossas vidas onde devemos decidir que caminho seguir, se vamos pra direita ou pra esquerda, se caímos na boca do leão ou se enfrentamos um crocodilo. Qual é o melhor? Vai depender das nossas armas e munições, vai depender da nossa bagagem de vida.
Opção tomada, partimos para uma nova etapa. Se ficamos, vamos nos deparar com uma novo família, um novo recomeço. Ficamos mais tolerantes e repensamos nossas atitudes. Passamos a escolhar quais as qualidades que são mais importantes (para nós) na nova família e quais os defeitos que toleraremos melhor. Afinal, morar com uma família, é quase como um casamento, temos que procurar quais os defeitos que nos incomodam menos, ao invés de nos concentrarmos somente nos benefícios que teremos aqui. Benefícios são muito bons, mas em cada família é diferente. O sucesso na escolha da família se dá, não pelos benefícios, mas pela busca de afinidades e diferenças.
Mas, se voltamos ao nosso país, também voltamos mudados. Quando voltamos já não somos mais a mesma pessoa que partiu, somos outro alguém. Voltamos mudados porque já vivenciamos algo diferente e marcante em nossas vidas, e ninguém escapa disso. Voltamos um alguém com uma bagagem diferente, uma bagagem que pode ou não fazer sentido no momento, que pode ou não ser evidente, mas que está lá. E essa mudança, essa nova bagagem, vai nos transformar no indivíduo que seremos amanhã.
Qual a melhor opção? A escolha é nossa, e acabe a nós descobrir, mas com certeza será uma experiência marcante para todos que estejam dispostos a correr o risco. Será marcante de uma forma diferente para cada um. Será inesquecível, seja qual for o resultado final. Será a nossa vida, a nossa experiência, a nossa vivência. E isso ninguém pode tirar da gente.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Mudanças...

Mudanças são necessárias na vida e nem sempre são fáceis. Seja mudança de cidade, de escola ou de estações do ano, não importa, elas estão sempre muito presentes na vida da gente, quer a gente queira, quer não.
Cansei do meu antigo template, muito infantil. Se fui eu que cansei ou ele que me cansou, não sei ao certo, o certo é que não conseguia mais olhar pra um template de menininha com ursinho, parecia tudo muito falso, muito diferente da realidade, muito fantasia. Não que eu ache que fantasia na vida não faça bem, muito pelo contrário, quem me conhece bem sabe, mas acho que a gente fantasia com algo que gostaria que acontecesse, e aquela imagem não faz parte dos meus sonhos.
Agora, fala sério, que trabalheira pra conseguir colocar tudo em ordem. Afff... Paciência, tudo terá que ser feito com muita calma.

terça-feira, 13 de junho de 2006

49 dias pro visto... 68 dias pro embarque...

49 dias pro visto... 68 dias pro embarque...
e 25 dias da entrega do application...

Oi, resolvi postar hoje só pra falar de uma coisa super importante e que percebi que várias pessoas ainda não sabem: a habilitação internacional mudou! Vou explicar melhor. A validade e o processo para se tirar a habilitação intercional, foi isso que mudou. Agora a habilitação internacional, ou PID, como é chamada, vai ser válida pelo mesmo período que a CNH, e não mais só por um ano. E também o procedimento é outro, agora você tira a habilitação em qualquer Detran (ou Diretran, depende de onde você mora). É só procurar o site do detran do seu estado que lá explica tudo direitinho. Na minha lista de links tem o site do Detran de Santa Catarina, se ajudar. Mas o que eu considero o mais importante é que agora não dá pra deixar pra última hora, porque pode não dar tempo. Espero que isso ajude alguém.
Ah! Coloquei mais um link pro site Au Pair USA, com vários guides com dicas interessantes.
Tô bem feliz hoje, apesar da espera estar mais longa que o esperado, estou fazendo cada vez mais amizades, e minha lista de blogs aumenta a cada dia (hehehehe). Mariana, valeu por tudo, e com certeza a gente vai marcar alguma coisa. Beijos e parabéns pela tua decisão! Vai ser ótimo!
Por hoje é só. Espero logo voltar com o post dizendo que estou finalmente on line.
Beijinhos.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Sorry...

Sorry...
Gente, desculpa, foi mal. Não tive a intenção de apagar os comentários de ninguém, mas é que mudei a forma de comentários e os comentários antigos sumiram daqui. Mas eu tenho todos bem guardadinhos no meu e-mail, tá? Muito obrigada por todos os comentários, me ajudaram muito, não só pelas respostas às minhas perguntas, mas pelo apoio que vocês estão me dando. Valeu mesmo.
Bom... estou sem muitas novidades sobre o meu processo... Estou na fase da espera, sabe? Fico esperando que o tal e-mail falando do aceite chegue... Mas tudo bem, enquanto isso vou aprontando o que falta. Ainda tenho que revalidar minha carteira de motorista e tirar a internacional (essa vai demorar um pouco mais). Tenho também que agendar o visto, mas não sei como, porque no site eles perguntam o endereço que eu vou morar e o de onde vou estudar... não sei o que responder. Alguém pode me ajudar??? Por favor, alguém???
Ah! Essa é uma foto de quando eu era pequenininha... Eu era tão fofinha, pena que criança cresce, né?
É isso... até mais.

domingo, 21 de maio de 2006

Novo template...

Novo template...
Já estava enjoada do template do Mickey, então achei que estava na hora de mudar. Eu queria mesmo era um template da Turma da Mônica, mas não achei nenhum...
Queria deixar registrado aqui que estou muito feliz pela Thais, porque ela entregou o application dia 8 e dia 21 já tem uma família com o application dela. Estou torcendo pra que dê tudo certo, Thais. Boa sorte.
Outra boa notícia é que eu já sei o nome da minha cidade, eu estou indo para Candia, em New Hampshire. É bem próximo de Manchester, e fica a 40 minutos de Boston, MA. Espero encontrar muitas au pairs na região (hehehehehe). E em janeiro nós (claro, pois se a família muda eu vou junto...) vamos nos mudar para Plano, no Texas, do ladinho de Dallas.
É isso! Quando tiver mais novidades eu volto.