terça-feira, 22 de julho de 2008

Um buraco no peito

Engraçado como as coisas vão acontecendo na vida da gente. De uns tempos pra cá certas coisas aconteceram, e algumas delas até me assustam.
Não sei exatamente qual foi a primeira, mas muitos avisos vêm chegando pra mim e eu quero com todo meu ser ignorá-los. Espero que um dia eu releia esse post e pense no quanto fui boba por me deixar levar por tudo isso. Mas no momento, a única coisa na qual penso é que tudo está em constante movimento, e que de algumas coisas não se volta atrás.
Sabem aquela história de que tudo vem em 3? Pois eu não sei se é verdade isso, mas se parar pra pensar, várias coisas na minha vida aconteceram em trio. Passei três vezes na Federal e (ainda) não terminei nenhum dos 3 cursos. Cuido de 3 crianças aqui. Desde que cheguei nos EUA já fui pro Brasil quantas vezes? 3! Tive 3 incidentes com o carro (ignição quebrada mais duas batidas, nenhuma culpa minha) e recebi 3 multas (todas relacionadas ao carro, por estar com emplacamento vencido, todas no mesmo dia, e nenhuma por culpa minha). Se eu quiser ainda acho mais umas, mas vamos ficar por aqui.
Pois bem. Tenho recebido muitos sinais relacionados com morte. É gente doente precisando de cirurgia (tenho pavor disso), é coroa fúnebre sendo mandada pra quem ainda está vivo, é Dercy morrendo, é pai de amiga virtual que partiu, enfim. Como diria meu avô (já falecido) "tá morrendo gente que nunca morreu antes."
Abre parênteses: Pode parecer estranho pra muita gente esse fundinho de humor negro, mas como meu avô, é assim que lido com a vida. Puxei dele. E também da minha mãe, que já havia puxado dele. E, claro, do meu pai, com quem posso contar nos dedos as conversas sérias sem uma piada pra quebrar o gelo. Não tem jeito. Ele perde o amigo mas não perde a piada. Fecha parênteses.
Bom, só sei que quando vi o blog da Cyn me deu vontade de chorar. Me veio um vazio pesado no peito. Lembrei do meu avô, e como foi tudo tão repentino e desconectado da realidade. Meus olhos ainda se enchem de lágrimas. E olha que já faz mais de 14 anos que ele se foi.
Tento pensar no lado positivo: ele já não sente mais dor, nunca mais vai se sentir frustrado ou angustiado. Mas e eu? E nós que aqui ficamos com essa dor toda?
Não sei o que falar para consolar alguém. Falar o quê? Que já passei por isso? Que sei bem como é? Que entendo o que ela passa?
Nada disso ajuda. Acho que a única coisa que ajuda mesmo é dizer "meus pêsames." Não que isso vá resolver algo, mas para que a pessoa sinta que nossos pensamentos estão com ela. Para que saiba que tem alguém que se importa com o sofrimento dela e que deseja que esse amargor inicial passe.
Porque passa sim. Passa e fica só essa dor na garganta que dá vontade de chorar mas que também nos impulsiona a viver. A viver como a pessoa querida, que agora se foi, gostaríamos que vivessemos. A olhar para frente e ver os frutos novos que a cada dia povoam a nossa vida. As próximas gerações. E então é torcer para que os que vêm saibam ser um pouco como os que foram. E que nós possamos um dia não chorar mais tanto.
Beijos, Cyn, pra você e pra toda tua família. Meus mais que sinceros pêsames. E que seu pai possa, finalmente, descansar em paz e sem dor.

domingo, 13 de julho de 2008

BRASIL!!!

Finalmente estou no Brasil. Visitando, claro. Vim no feriado de 4 de julho de surpresa. Quase ninguém sabia.
A cara de espanto da minha mãe foi impagável. Pedi para um amigo, o Jorge, entregar um envelope pra ela enquanto eu ficava escondida. Dentro do envelope tinha um colar de vidro que eu havia feito e um cartão explicando que estaríamos sempre conectadas através daquele colar, e que eu estaria sempre com ela. O cartão vinha com os dizeres: "estou sempre aqui pra você, hoje e sempre" daí eu completei com "Sério. Estou aqui. Olhe lá fora." Ela ficou toda boba olhando pros lados. Daí eu apareci. hehehe
Meu pai, minha madrasta e meus irmãos também ficaram com cara de susto, mas o pior foi minha vó que quase caiu da escada. Tadinha.
Bom, mas é isso. Vou curtir por aqui. Depois volto pra contar mais.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Happy Birthday Jakob!!!

Parabéns, Jake!!!
Hoje foi níver de 9 anos do meu menino.
Ele agora tá na fase vídeo-game, então comprei um kit-DS pra ele. Ele ganhou o vídeo-game (DS) de Natal, então comprei um kit com coisinhas: fone de ouvido, bolsa protetora pro DS, caixinhas pra guardar os jogos, carregador de baterias pra carro (carregar a bateria no carro é ótimo nas viagens longas), flanelinha pra limpar a tela, essas bagulhadinhas tão supérfluas e tão úteis. Ele adorou. Também dei um pacote de bandanas pro cãozinho dele, o Kuro (em japonês significa preto, e o cão é um lulu-da-pomerânia preto). As bandanas são comemorativas: uma pro Natal, uma pro 4 de julho, páscoa, halloween, etc.
Hoje foi festa só pra família, porque a festa pros amiguinhos é dia 12 de julho. É o segundo aniversário dele que eu participo. E pensar que quando eu cheguei aqui ele tinha 7 e eu já o achava um meninão. O tempo voa mesmo.
Nossa, parando pra pensar, eu já estou aqui há quase dois anos. Dia 21 de agosto completarei dois anos de Estados Unidos. Dois anos vivendo longe da família, dos amigos, da minha cidade.
Hoje bateu saudade de tudo. Vontade de pegar um avião amanhã e voltar pra casa, ou ao menos visitar. Acho que já tá na hora de uma visitinha, afinal, a última vez que fui foi em agosto do ano passado.
Saudades... mas logo passa.
Tudo passa nessa vida. Até uva passa.