Bom, depois de uma pequena hibernação de duas semanas, aqui estou eu para contar mais um pouquinho da minha viagem ao Brasil. Onde foi que parei mesmo?... Ah! Claro! A cara de espanto do pai.
No mesmo dia que desembarquei em Curitiba, logo após almoçarmos no restaurante do aeroporto, minha mãe me levou à casa de meu pai. Eu tinha avisado que a mãe iria lá pra tirar fotos deles e trazer pra mim (foi a única desculpa esfarrapada que achei...), portanto meu pai nem estranhou quando ela tocou a campainha, e veio logo abrir o portão. Eu esperava em frente ao portão vizinho, e me encaminhei pro portão da casa do pai. Ele, calmamente falando sobre algo e abrindo o portão, ao perceber que um vulto se aproximava, virou a cabeça na minha direção pra ver quem vinha; uma reação natural em qualquer ser humano, diga-se de passagem. Difícil é conseguir descrever a cara de espanto dele. Um misto de confusão com preocupação, ficou meio que num estado catatônico, me olhando meio sem acreditar. Pior foi que ele ficou segurando o portão e não queria abrir de jeito nenhum. O transe catatônico demorou um pouco a passar... Bom, mas depois que entrei, o tempo voou. Tanta coisa pra falar, tanto pra contar, tanto pra dividir. Eles tinham preparado uma caixa cheia de coisinhas pra mãe trazer pra mim, muito legal. Tinha sagú, feijoada, bala-de-côco, e muitos brinquedos, inclusive dois porta-lápis pra mim, porque eu tinha comentado que não tinha porta-lápis aqui. Conversei horas com a Suzana e com os meninos. Pra quem não sabe, a Suzana é casada com meu pai, há anos, e mãe de 5 dos meus 6 irmãos. Ela é minha madrasta desde meus cinco ou seis anos de idade, e sempre que vou lá, na casa deles, conversamos horrores, horas a fio, muito bom. Sinto muita saudade das nossas conversas...
Na terça-feira, quando chegamos à Blumenau, a mãe me chamou pra ir na Cachaçaria, dizendo que tinha combinado com a Sheila e a Julia. Fiquei super feliz, e estava louca pra ver a cara delas. Elas nem se espantaram muito, e eu, tão feliz que tava, nem me dei conta disso. Nem estranhei que a Julia veio com um presente na mão pra me dar, só achei super fofo da parte dela. Só depois de uns quinze minutos, quando chegaram duas amigas com presentinho na mão, é que fui me dar conta que era uma festa-surpresa pra mim. hehehe
De resto, fui em ginecologista, oftalmologista, cortei cabelo, tirei sombrancelha, fiz pé e mão, fiz o que tinha que fazer, e o tempo foi passando, voando a seu bel prazer. Foi bom? Não, foi ótimo! Mas na real, parece que tudo não passou de um sonho... Bem que minha mãe me avisou... Mas foi um sonho muito bom.
Foi estranho, também, como se tudo estivesse congelado desde o dia que eu parti. Minha mãe emagreceu, algumas coisas mudaram, mas no fundo continua tudo igual. Eu é que não me senti a mesma lá. Estranho... mas foi muito bom.
A volta foi uma verdadeira viagem: ida de carro Blumenau-Navegantes; vôo Navegantes-Congonhas; ônibus Congonhas-Garulhos (que quebrou no caminho... hehehe); vôo Garulhos-Houston; vôo Houston-Cleveland; vôo Cleveland-Kansas City; e, por último, uma viagem de carro de Kansas City até minha cidade, Lenexa. Cansativo por demais. hehehe
Ah! Detalhe que na imigração o policial me passou um sermão porque eu não tinha devolvido o I-94 quando fui pro Brasil, e ficou dizendo que ele podia me impedir de entrar nos EUA por causa disso. eheheh Mas deu tudo certo. Claro, se não eu não estaria aqui... huahuahua
O bom da volta foi rever minhas crianças e saber que eles sentiram minha falta. A pequena ficou dizendo pra vó que queria a Carol dela de volta. Fofos! Foi muito bom isso.