quinta-feira, 26 de abril de 2007

Take your kid to work

Hoje é o dia dos pais levarem os filhos pro trabalho com eles, ou "take your kid to work". A escola até ligou aqui em casa ontem à noite, era uma gravação feita pelo diretor da escola, lembrando os pais do dia de hoje. Minha host levou a menina mais velha com ela, mas ela só vai trabalhar de manhã, depois ela volta pra casa. O menino foi pra aula mas o pai vai pegar antes do almoço pra um tour pelo serviço dele seguido de almoço, e vai trazer o menino pra casa depois disso. Resolvi levar a mais nova no mercado, pra deixar ela usar o carrinho de compras que é do tamanho dela. Ela foi toda faceira empurrando o carrinho, uma fofura. O pessoal do mercado foi super atencioso, conversou com ela, foi bem legal. Aproveitei pra reparar nos funcionários do mercado. Um deles até colocou uma camisa dele no filho, que devia ter menos de dez anos, e estava ensinando o filho a colocar as frutas no cesto, como ele deve fazer todos os dias. Uma senhora ensinava o filho, de uns 12 ou 13 anos, a colocar os enlatados de forma correta na prateleira. Achei bem divertido. No final a minha pequena ganhou pirulito e balão do mercado. Ah! Quando a moça ofereceu pirulito, a Grace falou que queria um pro irmão e um pra irmã. Tão fofa!!! Ela nunca esquece de pegar pirulitos pra eles.
Foi isso. Só passei aqui pra registrar.

domingo, 22 de abril de 2007

OITO MESES!!!

Ontem completei oito meses aqui nesta terrinha. Oito meses de muitas emoções, descobertas, aventuras, muito riso, muita lágrimas, muitos momentos tristes e felizes. Saldo da vida nova? Com certeza positivo!!!
Tenhos muitos planos para o ano que segue - sim, vou ficar mais um ano -, muitos planos de viagem e muitas aulas que quero fazer, muitas coisas pra comprar e muita coisa pra viver. Estou muito feliz por aqui, e a saudade do Brasil, ou melhor, das pessoas que "deixei" no Brasil, é forte mas não mata, não. Digo "deixei", porque a gente não deixa de verdade, só se afasta por um curto período de tempo, período esse relativo e de duração incerta, muitas vezes, mas que, mais cedo ou mais tarde, acaba. Sei que um dia verei novamente todas as pessoas que amo e que estão no Brasil, e isso me alegra e me dá forças pra continuar. E que venham mais oito e mesmo dezoito meses! Estamos aqui e vamos que vamos. hehehe

terça-feira, 17 de abril de 2007

Sem preço...

...
Laptop recém adquirido
U$1600
...
Câmera digital a ser adquirida
(assim que terminar de pagar o laptop)
U$330
...
Uma mãe que manda um e-mail hilário
pra animar teu dia
NÃO TEM PREÇO!!!
...
Pra todas as outras coisas,
existe poupança.
...

Tristeza não tem fim... felicidade sim...

Tô tristinha... Estava vendo fotos nos orkuts da vida e nos blogs e me bateu uma tristezinha que nem tenho como explicar. Eu nunca fui baladeira, eu sei, mas me bateu uma coisa estranha quando vi as fotos do último final de semana... Sei lá... Acho estranho ligar pros outros e me convidar, ligar e dizer "Posso ir na sua casa?" Eu não sou assim, nem nunca vou ser, e acabo sempre ficando em casa... aguardando um telefonema...
Acho que vou sair hoje à noite. Vou no café, pelo menos pra ver gente diferente e refrescar a cabeça... Tô bem tristinha hoje...
Mas já passa...

domingo, 15 de abril de 2007

Páscoa 2007!

O que posso dizer? Eles aqui não têm ovos de chocolate recheados, como os que a gente tem. A única coisa que eles têm são coelhos de chocolate e ovos de plástico com docinhos ou brinquedinhos dentro, mas são ovos do tamanho de ovo de galinha, bem pequenos. Eu trouxe do Brasil ovos recheados pra todos eles, inclusive um Laka pra minha host e um Diamante Negro pro host. Eles adoraram, acharam super diferente. hehehe
Ganhei uma cesta com um coelho de chocolate enorme (eu tinha contado sobre o meu trauma do coelho de chocolate roubado quando eu era pequena, e que, pra compensar, minha mãe sempre me dava coelhos de chocolate na páscoa), um fantoche de dedo, um kit com máscara para os olhos, creme de mãos, protetor de orelhas, hand sanitizer, e lencinhos umedecidos, uma caneta-gel, e uma bolsinha de vime muito lindinha cheia de bolachas com confeitos (como as de Natal). Por sinal, a bolsinha, agora que já comi todas as bolachas, coloquei no banheiro com meus produtos de beleza dentro, ficou uma gracinha.
Tivemos um almoço às duas e meia da tarde, um tipo de almojanta, porque daí tem tanta comida que ninguém come mais nada o dia todo. Sentei à mesa, toda enfeitada especialmente pra ocasião, e fui me servindo. Tinha uma travessa tampada do meu lado, mas como eu sou muito curiosa, nem perguntei e fui levantando a tampa. Gente! Chorei muito! Eles tinham feito arroz e feijão pra mim! Nem acreditei direito. No outro dia eu tinha feito arroz e feijão e meu host perguntou com que eu temperei, porque tava diferente do feijão de lata deles, mas ele sempre pergunta essas coisas quando eu cozinho, então nem desconfiei. Ficou muito bom. Meio sem sal, mas muito bom. Acho que foi melhor mesmo pelo carinho com que eles fizeram, acho que foi isso que me fez achar tão bom. Depois do almoço abrimos os ovos que eu dei pra eles, com direito a fotos e tudo. Muito bom.
E foi isso, essa foi minha páscoa! :)

Um ano de Blog

Dia 13 deste mês completei um ano de blog. Quem diria... eu nunca achei que isso fosse vingar, que eu fosse continuar escrevendo por tanto tempo. Essa não foi minha primeira tentativa de blog, e também tive várias tentativas de escrever diários, mas eu acabava esquecendo, perdendo a animação inicial, e acabava desistindo.
Por que esse deu certo? Sabe-se lá, só sei que deu, e aqui estou eu, um ano depois, com diversas mudanças na minha vida, diversas mudanças de pensamento, mudanças de planos, enfim. Nem sei se muita gente lê isso aqui, sei de apenas uns poucos, sei que meus amigos do Brasil nem se dão ao trabalho, minha família acho que cansou também, mas é estranho não escrever. Acho que viciei. hehehe
Acho que, no fundo, continuo escrevendo pra não perder o jeito, ou pra, um dia, poder reler tudo isso e relembrar tudo que já passei. Desisti de bloquear o blog, porque acho que tá bom assim mesmo. Sei lá. É que tem tanta coisa que eu queria escrever aqui mas não posso, que achei que bloqueando teria mais liberdade... hehehe Estranho imaginar que, pra ter liberdade, a gente precisa trancafiar algo... Mas acho que vou manter assim mesmo. Muito obrigada a todos que responderam ao post do bloqueio, fiquei bem feliz de saber que vocês acompanham minhas peripécias por aqui. E continuem passando por aqui, e me mandem link pros blogs de vocês, que eu vou adorar ler! Obrigada.

Viagem ao Brasil - parte 2

Bom, depois de uma pequena hibernação de duas semanas, aqui estou eu para contar mais um pouquinho da minha viagem ao Brasil. Onde foi que parei mesmo?... Ah! Claro! A cara de espanto do pai.
No mesmo dia que desembarquei em Curitiba, logo após almoçarmos no restaurante do aeroporto, minha mãe me levou à casa de meu pai. Eu tinha avisado que a mãe iria lá pra tirar fotos deles e trazer pra mim (foi a única desculpa esfarrapada que achei...), portanto meu pai nem estranhou quando ela tocou a campainha, e veio logo abrir o portão. Eu esperava em frente ao portão vizinho, e me encaminhei pro portão da casa do pai. Ele, calmamente falando sobre algo e abrindo o portão, ao perceber que um vulto se aproximava, virou a cabeça na minha direção pra ver quem vinha; uma reação natural em qualquer ser humano, diga-se de passagem. Difícil é conseguir descrever a cara de espanto dele. Um misto de confusão com preocupação, ficou meio que num estado catatônico, me olhando meio sem acreditar. Pior foi que ele ficou segurando o portão e não queria abrir de jeito nenhum. O transe catatônico demorou um pouco a passar... Bom, mas depois que entrei, o tempo voou. Tanta coisa pra falar, tanto pra contar, tanto pra dividir. Eles tinham preparado uma caixa cheia de coisinhas pra mãe trazer pra mim, muito legal. Tinha sagú, feijoada, bala-de-côco, e muitos brinquedos, inclusive dois porta-lápis pra mim, porque eu tinha comentado que não tinha porta-lápis aqui. Conversei horas com a Suzana e com os meninos. Pra quem não sabe, a Suzana é casada com meu pai, há anos, e mãe de 5 dos meus 6 irmãos. Ela é minha madrasta desde meus cinco ou seis anos de idade, e sempre que vou lá, na casa deles, conversamos horrores, horas a fio, muito bom. Sinto muita saudade das nossas conversas...
Na terça-feira, quando chegamos à Blumenau, a mãe me chamou pra ir na Cachaçaria, dizendo que tinha combinado com a Sheila e a Julia. Fiquei super feliz, e estava louca pra ver a cara delas. Elas nem se espantaram muito, e eu, tão feliz que tava, nem me dei conta disso. Nem estranhei que a Julia veio com um presente na mão pra me dar, só achei super fofo da parte dela. Só depois de uns quinze minutos, quando chegaram duas amigas com presentinho na mão, é que fui me dar conta que era uma festa-surpresa pra mim. hehehe
De resto, fui em ginecologista, oftalmologista, cortei cabelo, tirei sombrancelha, fiz pé e mão, fiz o que tinha que fazer, e o tempo foi passando, voando a seu bel prazer. Foi bom? Não, foi ótimo! Mas na real, parece que tudo não passou de um sonho... Bem que minha mãe me avisou... Mas foi um sonho muito bom.
Foi estranho, também, como se tudo estivesse congelado desde o dia que eu parti. Minha mãe emagreceu, algumas coisas mudaram, mas no fundo continua tudo igual. Eu é que não me senti a mesma lá. Estranho... mas foi muito bom.
A volta foi uma verdadeira viagem: ida de carro Blumenau-Navegantes; vôo Navegantes-Congonhas; ônibus Congonhas-Garulhos (que quebrou no caminho... hehehe); vôo Garulhos-Houston; vôo Houston-Cleveland; vôo Cleveland-Kansas City; e, por último, uma viagem de carro de Kansas City até minha cidade, Lenexa. Cansativo por demais. hehehe
Ah! Detalhe que na imigração o policial me passou um sermão porque eu não tinha devolvido o I-94 quando fui pro Brasil, e ficou dizendo que ele podia me impedir de entrar nos EUA por causa disso. eheheh Mas deu tudo certo. Claro, se não eu não estaria aqui... huahuahua
O bom da volta foi rever minhas crianças e saber que eles sentiram minha falta. A pequena ficou dizendo pra vó que queria a Carol dela de volta. Fofos! Foi muito bom isso.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Viagem ao Brasil - parte 1

I went home for Spring Break!!!
Bom, primeiro quero esclarecer que, devido ao acúmulo de novidades (???), esta será uma história seriada, ou seja, em vários capítulos...
Foi só uma semana, e foi bem cansativo, é verdade. Passou voando, e, como disse minha mãe, parece mesmo que foi só um sonho. Mas valeu!!
Saí daqui no sábado, 17 de março, rumo à Houston, no Texas, e de lá pra São Paulo. Cheguei em São Paulo na manhã de domingo, peguei um vôo logo após o almoço pra Curitiba e cheguei lá pouco depois das duas da tarde. Não tive problema com nenhum dos meus vôos, e muito menos com bagagem.
O vôo de São Paulo pra Curitiba e que foi engraçado. Fui umas das primeiras a entrar e logo abri a revista da Gol. Comecei a folhear e vi as fotos de atores que viajam de Gol, geralmente Rio-São Paulo, e fiquei imaginando que seria legal ver um ator no meu vôo. Resolvi parar de folhear a revista e ver quem estava embarcando. Nisso entra um rapaz muito bonito, de barba, com um gorro na cabeça e eu começo a achar que o conheço. Logo me lembro que ele tem cabelos cacheados. Oras, como posso não conhecer se sei até que ele tem cabelos cacheados? E ele estava de touca, portanto eu nem podia ver o cabelo dele. Ele sorri para a criança que faz graça na primeira fila e se abanca na fila oito, duas filas atrás de mim. Thiago!!! Isso mesmo, o nome dele é Thiago!!! Mas Thiago do que? Fico matutando mais um pouco e lembro: Thiago Lacerda!!! Claro!!!! Fico até pensando em falar com ele, pedir foto ou algo assim, mas acho tudo muito mico e acabo ficando na minha. Sou sempre muito tímida pra isso.
Descendo em Curitiba corro pra descer logo e poder avisar a família pra ficar de olho que o Thiago Lacerda vai desembarcar. Então me lembro que talvez nem tenha uma "família" me esperando. É, eu fui de surpresa. A única pessoa que sabia de tudo era minha mãe. Voltando... Fico pensando, "É, acho que a vó vai topar ir até o aeroporto sem motivos, mas isso não vai colar com o resto daa família... Bom, talvez a Bê esteja junto, ela às vezes topa... as meninas não, com certeza não!" E logo estou pronta pra passar pela porta que dá para a sala onde os abraços acontecem. Respiro fundo e vou. Quando a porta abre vejo minha mãe e a vó. Uma pontinha de tristeza me bate no peito, mas logo a vontade do abraço tão esperado vence e corro pros braços de minha mãe. Que saudade!!! E é quando ela me conta, "Eles fram lá fora fumar, não consegui impedir." Uau!!! Realmente veio mais gente!!! Logo vejo minha tia, meu tio, e minhas primas voltando. Aceno pra eles, mas eles param, e ficam lá, me olhando como se aquilo não fosse real. Minha tia corre pra me abraçar e logo os outros vêem na minha direção também.
Passado o momento do abraço começo a falar do Thiago Lacerda, que vai logo passar por ali, ou será que já passou? Conto a história de como não o reconhecia, daí lembrei o nome, enfim. Minha tia só olha pra mim, meio incrédula, e diz: "Mas ele tem cabelo cacheado?" Eu confirmo. Conto que a esposa estava junto, minha vó me conta que ela (a mulher do Thiago Lacerda) está grávida, enfim, e subimos pra almoçar no restaurante do aeroporto.
Bom, só pra resumir, na quarta-feira, logo após o almoço, resolvo assistir o Vídeo Game do Vídeo Show e vejo ele, o Thiago, o mesmo que estava comigo no vôo!!! E logo a Angélica fala: "Esse Thiago Fragoso..." HUAHUAHUAHUA Horas de gargalhadas!!! Troquei os sobrenomes!!!
Bom, por hoje é só. Mas não percam o próximo episódio: a cara de espanto do meu pai! hehehe