A ENTREVISTA
A ENTREVISTA
Primeiro vamos voltar um pouco no tempo, vamos voltar ao domingo, dia 30 de julho. Saímos, mãe e eu, de Blumenau rumo à Curitiba, umas dez horas da manhã, de carro. Paramos para almoçar e chegamos no aeroporto de Curitiba pouco depois da uma da tarde. Até que chegamos cedo, já que o vôo era só às três e meia, mas sabe como é, né? Melhor não arriscar perder o vôo, vai que fura um pneu a caminho de lá, o que faríamos? Então vamos ao guichê para confirmar o vôo e descobrimos que nosso vôo, que seria Curitiba - Garulhos havia mudado e seria Curitiba - Congonhas. Até melhor, porque teríamos que pegar o ônibus para ir de Garulhos para Congonhas mesmo. Daí o rapaz fala que o vôo vai sair um pouco depois, às 17h... 17??? Pois é, daí descobrimos que não era pra ser às 15h30 e sim às 16h40... Tá, tudo bem, mais espera... Por causa do grande tráfego em Congonhas o vôo atrasou mais um pouco, e acabamos chegando em São Paulo umas oito da noite. Tá... fazer o quê, né?
Segunda tiramos o dia para passear...
Terça às 6h30 eu acordei, já elétrica, tomei um belo banho e um delicioso café-da-manhã. Tínhamos marcado o táxi para 8h e uns minutos antes ele já estava lá, e ficou lá fora esperando. Muito bom esse serviço de táxi, o Use Táxi. Se alguém tiver entrevista em Sampa eu recomendo, eles são confiáveis e não dão voltas como os outros táxis só porque você é de fora. O número é 0800-55-2040. Chegamos no Consulado bem rápido e minha mãe ficou na lanchonete quase em frente enquanto eu entrei para a temida entrevista.
Primeiro você entra numa fila para que confiram seu nome e horário. Se você já estiver com a taxa do Citibank paga eles te encaminham para a fila que vai entrar, caso contrário te encaminham pra fila do Citibank de lá primeiro. Quem não pagou antes pode pagar lá tranquilamente. O único porém é que demora um pouquinho mais, mas não tem problema não.
Bom, depois você passa por detectores de metal e passa a bolsa pelo raio-x (como de aeroporto).
Depois disso tem uma fila pra conferir se você está com os documentos certos. Eles pedem que você mostre os formulários (o DS-156, o DS-157 e o DS-158), a foto e o comprovante do pagamento da taxa. Eles grampeiam tudo e te dão uma senha. Daí te encaminham pra fila da pré-entrevista. Na pré-entrevista eles pedem para entregar: o que foi grampeado (DS-156, DS-157, DS-158, foto e comprovante da taxa de US$100); DS-2019; taxa SEVIS; e passaporte. A pessoa fica com tudo isso e anota o teu número de senha (o meu era 206... aff...).
Agora você espera... daí te chamam (não é por ordem, então é um pouco confuso nessa hora, fique atento para não perder a chamada) para tirar impressão digital. Simples, rápido e indolor. Daí te entregam os teus documentos e te mandam esperar mais.
Agora você pode ir até a cafeteria para distrair um pouco, e voltar só quando estiver perto do teu número. Eu não fui, fiquei lá e conheci a Betinha e o Vinícius. Muito queridos os dois, eles são da AuPairCare e conseguiram o visto também!!!
Esperei um tanto e fui atendida pela mulher de tranças. Vixi!!! A Betinha foi atendida por ela também e odiou. Nessa hora fiquei com medo, mas logo pensei que não podia me deixar impressionar, e fui. Ela me mandou pegar o telefone e começou a perguntar. Todas as perguntas foram em inglês, mas até que achei isso tranqüilo. Não lembro muito bem a ordem, mas acho que foi assim:
Ela - What do you study?
Eu - Sorry? (não tinha entendido, mas era por puro nervoso mesmo, fiquei meio perdida)
Ela - What do you study?
Eu - Nutrition. (ela foi anotando tudo que eu falava, muito estranho... hehehe)
Eu - Nutrition. (ela foi anotando tudo que eu falava, muito estranho... hehehe)
Ela - What does your mom do?
Eu - She's a University Professor.
Ela - What she teachs?
Eu - Theater.
Ela - Where?
Eu - Universidade Regional de Blumenau (até isso ela anotou... fala sério...)
Ela - What does your dad do?
Eu - He works with computers.
Eu - He works with computers.
Ela - What does he do with the computers?
Eu - Can I say that in Portuguese? Ele conserta computadores e como provedor de internet.
Eu - Can I say that in Portuguese? Ele conserta computadores e como provedor de internet.
Ela - He has his own company or he works for someone?
Eu - He works on his wife's company.
Eu - He works on his wife's company.
Ela - So your parents are not married.
Eu - No.
Ela - Do you have any brothers or sisters?
Eu - Yes, 6 brothers.
Ela - Why do you want to be an au pair?
Eu - To improve my English.
Ela - Why do you need English in Nutrition? (com um olhar muito cínico...)
Eu - Because the articles are in English.
Ela - What are your plans for the future.
Eu - I want to open an office.
Ela - To do what?
Eu - To work with Children's Nutrition.
Ela - Eu preciso ver o imposto de renda da sua mãe.
Eu - Sorry? (o português dela era muito estranho, eu realmente não entendi)
Ela - Eu preciso ver o imposto de renda da sua mãe.
Eu - Ah! (entregando o IR da mãe e rezando).
Aqui ela fez uma pausa. Assinalou um quadradinho no meu formulário (que eu não sabia se era bom ou não), assinou o papel, daí olhou pra mim e disse: O visto foi concedido. Você precisa passar no caixa para pagar a taxa e depois voltar aqui.
Fiquei meio sem ar. Relembrei a frase na minha cabeça, só pra ter certeza que ela tinha dito mesmo que o visto tinha sido concedido, e disse: Thank you.
Fui meio catatônica. Vi o Vinícius e a Betinha e dei um abraço nos dois. Eles já tinham passado pela entrevista. Entrei na fila do caixa e paguei a taxa. Entreguei o comprovante pra moça da trança e ela me deu um papel pro Sedex. Preenchi o envelope do Sedex e paguei o envio. Saí de lá meio abobada.
Lá fora encontrei minha mãe na lanchonete, junto com mais dezenas de pais. Dei um pulinho e um abraço nela. Estava muito empolgada e comecei a contar algumas coisas sobre como foi. Nem olhava pra ela, de tão empolgada. De repente vejo que ela está emocionada. Tadinha. Só aí que pensei que ela também ficou esse tempo todo aguardando e sofrendo com tudo isso. E ela ficou lá fora por umas duas horas, esperando, sem ter idéia do que se passava lá dentro. Tadinha.
Pegamos um táxi e voltamos pro Flat. Mandei e-mails pra Danielle, pro meu pai e pra agência (pra que elas providenciem logo minha passagem, né?). Entrei no blog e postei rapidamente que eu tinha conseguido o visto e logo tive que sair, pois a gente tinha que deixar o Flat antes do meio-dia.
Passeamos um pouco. A mãe tinha uma reunião à tarde, então fiquei esperando. Fomos pra aeroporto de Garulhos (Meu! Que longe! Deu R$78,00... isso porque o taxista fez preço fechado!) e voamos pra Curitiba. Pra variar o vôo atrasou, então chegamos quase uma hora depois do planejado. Dormimos na minha tia e voltamos pra Blumenau hoje pela manhã.
Fomos trabalhar e no final da tarde a mãe veio me trazer em casa. Chegando no prédio o porteiro aponta pra mim dentro do carro. Nessa hora eu sei: CHEGOU!!!
Chegou a caixa que a Danielle mandou pra mim pelo correio. E que caixa!!! Enorme!!! Quase 5 quilos de coisas. AMEI!!!! Tudo com bilhetinhos explicando, muitas fotos, até presente pra minha mãe e pro meu pai. Um amor!!! Vou fazer um post depois só com as fotos dos presentes.
Por enquanto fico por aqui... este post já está quilométrico!!!
Obrigada por todos os comentários, por toda força e apoio!!! Obrigada especial para Nati, Lela, Flavia, Morgana, Tati, Viviane, Michelle, Bruna, Tiara, Lila, Thais, Jessica, Carol, Raquel. Desculpem não fazer comentários personalizados desta vez...
Parabéns pelos vistos: Nati, Tiara, Carol, Betinha, Vinícius. Conseguimos!!!
Continuem comentando!!! Beijos!!!


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